Notas de medicina: entidade que representa universidades critica ‘divergência’, mas diz que Enamed está tecnicamente correto
Notas de medicina: entidade que representa universidades critica ‘divergência’, mas diz que Enamed está tecnicamente correto
📰 Fonte: G1 Educação
Uma das entidades que representa mantenedoras de ensino superior no país afirmou que houve “divergência” entre os dados enviados pelo Inep às universidades e o resultado final do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), mas reconheceu que a metodologia usada pelo governo está tecnicamente correta.
O posicionamento do Semesp é uma reação ao balanço do exame, que apontou desempenho insatisfatório em cerca de 30% dos cursos de Medicina e levou o MEC a anunciar punições como suspensão de vagas e restrições ao Fies.
Segundo o Semesp, o problema não está no critério final, mas no fato de que os “insumos” enviados em dezembro consideravam uma nota mínima diferente da usada no resultado publicado. Para a entidade, a mudança na nota de corte surpreendeu instituições que estavam próximas dos limites entre os conceitos e gerou insegurança jurídica, embora a regra adotada na divulgação oficial seja adequada do ponto de vista técnico.
Na segunda-feira (19), outra entidade, a A Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) disse que análises preliminares realizadas por instituições de todo o país indicam divergências entre os dados reportados como insumos em dezembro passado e os resultados divulgados nesta data. Por isso, a Anup disse que aguardaria esclarecimentos “antes de se manifestar de forma conclusiva sobre os números apresentados”.
Enamed: 10 perguntas e respostas que alunos de medicina precisam saber sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica — Foto: Adobe Stock
Segundo o economista Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, o problema ocorreu porque o Inep teria usado duas notas de corte diferentes para definir quem era considerado aluno proficiente.
Em um primeiro momento, pelo método Angoff, a nota mínima foi fixada em 58 pontos.Depois, com a aplicação da Teoria de Resposta ao Item (TRI), o corte subiu para 60 pontos.
De acordo com a entidade, os “insumos” enviados às instituições em dezembro consideravam apenas o limite de 58 pontos. Já o resultado final publicado adotou o critério de 60 pontos, reduzindo o número de estudantes classificados como proficientes e, consequentemente, o conceito de diversos cursos.
Capelato afirma que, do ponto de vista técnico, a metodologia final está correta, mas critica a forma como a mudança foi conduzida:
“A divergência entre os dados previamente enviados e os resultados oficialmente divulgados gerou significativa insegurança para as instituições, inclusive sob o aspecto jurídico”, diz o comunicado.
O departamento jurídico do Semesp avalia medidas que poderão ser adotadas pelas universidades.
Outro ponto questionado pelo Semesp é a escala usada para distribuir os conceitos de 1 a 5. Em vez de dividir os cursos por quintis, o MEC adotou faixas desiguais:
Conceito 1: 0% a 40% de alunos proficientesConceito 2: 40% a 60%Conceito 3: 60% a 75%Conceito 4: 75% a 90%Conceito 5: 90% a 100%
Para o Semesp, essa distribuição provoca distorções, porque instituições com apenas 5% de proficiência recebem o mesmo conceito que outras com até 39%.
O MEC havia informado que os cursos com conceito 1 terão suspensão total de novos ingressos, e os com conceito 2 sofrerão redução de vagas, além de restrições em programas federais . O ministro Camilo Santana disse que as instituições terão prazo para defesa e que o objetivo é “garantir a qualidade do ensino”.
O exame avaliou 351 cursos e cerca de 89 mil estudantes. Entre os concluintes, apenas 67% atingiram nível considerado proficiente.
Mais de 30% dos cursos de medicina do Brasil foram reprovados no Enamed
📌 Fonte original: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/01/20/notas-de-me…
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