O fim da linha para o príncipe Andrew

O fim da linha para o príncipe Andrew

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Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do Rei Charles III, foi preso na manhã desta quinta-feira, dia de seu 66º aniversário, pela polícia de Thames Valley. A operação envolveu carros descaracterizados cercando sua residência em Norfolk e buscas simultâneas em endereços em Berkshire.
Acusação – A situação jurídica de Andrew evoluiu de litígios civis para a esfera criminal de Estado. Ele foi detido sob suspeita de má conduta em cargo público.
No direito comum inglês, este crime carrega uma pena máxima de prisão perpétua.
Foco da investigação: As autoridades apuram se, durante seu período como enviado comercial do Reino Unido (cargo ocupado até 2011), Andrew compartilhou relatórios governamentais confidenciais e informações sensíveis de mercado com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Bastidores e repercussão
O Palácio de Buckingham, que já havia removido títulos e funções de Andrew, declarou “profunda preocupação” e prontidão para colaborar com a polícia se solicitada. A prisão isola definitivamente o duque, removendo qualquer proteção residual da Coroa diante de evidências que sugerem traição da confiança pública para beneficiar interesses privados de Epstein.
Escândalos sexuais e corrupção
Diferente dos escândalos sexuais anteriores (que resultaram em acordos civis milionários), esta é uma investigação criminal focada em corrupção e segredos de estado. Há alegações de que Andrew, durante seu tempo como enviado comercial do Reino Unido (cargo que ocupou até 2011), teria compartilhado relatórios confidenciais do governo e informações sensíveis com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. A prisão não indica culpa imediata, mas coloca um membro da família real sob custódia policial, um evento sem precedentes modernos.
Novas revelações no caso Epstein
A prisão de Andrew ocorre em meio a um vazamento contínuo de documentos do Departamento de Justiça dos EUA, que implicam figuras centrais da tecnologia e academia.
Bill Gates cancela evento
O cofundador da Microsoft cancelou hoje sua palestra na Cúpula de Inteligência Artificial na Índia.
Emails recém-revelados mostram Epstein alegando ter facilitado encontros sexuais para Gates e tentando chantageá-lo sobre um suposto caso extraconjugal. Embora Gates classifique as alegações como “absurdas” e negue ter visitado a ilha de Epstein, a pressão pública forçou sua retirada abrupta do evento.
Harvard e a “Georgarage”
A universidade Harvard enfrenta novo escrutínio. Emails mostram que o geneticista George Church manteve laços com Epstein anos após Harvard banir doações do financista em 2008, relata reportagem da CNN.
Epstein e Church discutiram a criação da “Georgarage”, uma empresa de investimentos focada em engenharia genética e projetos como a ressurreição do mamute lanoso, com Epstein controlando o capital nos bastidores.
O silêncio de Brunel
Novos arquivos indicam que a rede poderia ter sido desmantelada uma década antes. Jean-Luc Brunel, agente de modelos, negociou imunidade com promotores dos EUA em 2016 para entregar Epstein, afirmando possuir provas fotográficas. Epstein descobriu a negociação e Brunel recuou. A morte de Brunel na prisão em 19 de fevereiro de 2022 sepultou o acesso aos arquivos fotográficos e à lista de nomes que ele negociara entregar. Veja reportagem do Wall Street Journal.
Oriente Médio à beira de novo conflito em grande escala
O presidente Trump montou o que ele chama de uma “armada massiva” em direção ao Irã. Dois grupos de ataque de porta-aviões (incluindo o USS Gerald R. Ford e o USS Abraham Lincoln) estão na região. Bombardeiros B-2 Stealth foram colocados em alerta máximo e sistemas de defesa THAAD e Patriot foram posicionados na Jordânia e outros locais.
Trump exige que o Irã abandone seu programa nuclear. Conversas diplomáticas em Genebra terminaram com “grandes lacunas”.
Oficiais do Pentágono afirmam que Trump tem a opção de iniciar ataques militares já neste fim de semana, segundo o The New York Times. Israel, que já está em alerta máximo, prepara-se para um possível ataque conjunto.
Analistas temem que um ataque resulte em uma barragem feroz de mísseis iranianos contra Israel e bases americanas, arrastando os EUA para uma guerra longa.
A aposta de Trump para Gaza
Washington sedia nesta hoje a reunião inaugural do conselho criado para supervisionar a reconstrução de Gaza.
O presidente Trump busca apresentar o encontro como uma “prova de conceito” de sua política externa, anunciando US$ 5 bilhões em promessas de financiamento e o compromisso de estados-membros em enviar “milhares de agentes” para uma Força de Estabilização Internacional. No entanto, a cúpula expõe um descompasso entre as maquetes apresentadas e a realidade no terreno.
O Plano “Riviera”: Jared Kushner, membro do executivo do conselho, detalhou o “master plan” americano: transformar a Faixa de Gaza — onde 80% dos edifícios foram destruídos — em um polo de torres residenciais de luxo, data centers e resorts à beira-mar.
Vácuo de representação: A reunião ocorre sem nenhuma representação palestina, o que analistas apontam como o maior obstáculo para a legitimidade do projeto. Israel, que inicialmente se opunha ao conselho, aderiu tardiamente em fevereiro.
Impasse militar: Embora Trump anuncie uma força de segurança, a Indonésia (que prometeu até 8.000 soldados) condicionou o envio das tropas a um cessar-fogo real. Relatórios indicam que Israel viola as linhas de segurança diariamente, mantendo Gaza como uma zona de guerra ativa, o que inviabiliza a entrada de forças de paz no curto prazo.
Questão financeira: Países do Golfo mostram ceticismo em liberar os fundos prometidos, recusando-se a financiar uma reconstrução que corre o risco de ser bombardeada novamente devido à falta de garantias políticas duradouras. Veja reportagem da Al Jazeera.
Ex-presidente sul-coreano é condenado a prisão perpétua
O ex-presidente Yoon Suk Yeol foi condenado à prisão perpétua com trabalhos forçados, por liderar uma insurreição ao declarar lei marcial fracassada em dezembro de 2024, tentando usar tropas para bloquear o parlamento e prender oponentes.
Yoon sorriu brevemente ao chegar ao tribunal, mas não reagiu à sentença. Seus apoiadores choraram gritando que “o país está acabado”, enquanto progressistas celebravam nas ruas.
Peru tem oitavo presidente em uma década
O Peru tem um novo presidente: José María Balcázar, de 83 anos. Ele é o oitavo presidente em uma década.
Balcázar assume após a destituição de José Jerí, que caiu após escândalos envolvendo reuniões clandestinas com empresários chineses
O novo presidente é controverso por declarações passadas defendendo o casamento infantil e relações sexuais precoces. Ele governará apenas até julho, quando um novo presidente eleito assumirá.
Nova agenda nacionalista no Japão
Reeleita pelo Parlamento ontem, a primeira-ministra Sanae Takaichi inaugurou seu segundo gabinete com uma manobra de aceleração política.
Ao manter integralmente a equipe ministerial de seu governo de coalizão (formado há apenas quatro meses com o partido Nippon Ishin), Takaichi sinalizou que não perderá tempo com transições administrativas. Ela instruiu o partido a criar “vigorosamente” o ambiente para um referendo nacional o mais rápido possível. O objetivo central é alterar a Constituição para especificar, pela primeira vez, o status legal das Forças de Autodefesa, removendo ambiguidades.
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📰 Fonte: UOL Notícias
🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2…
Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 19/02/2026 às 09:49















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