Bolsonaro diz a aliados que Carlos e Caroline de Toni vão concorrer ao Senado em SC


Bolsonaro diz a aliados que Carlos e Caroline de Toni vão concorrer ao Senado em SC
- Líder da oposição na Câmara diz que ex-presidente lhe confirmou a chapa durante visita à Papudinha
- Decisão pretere Esperidião Amin e afasta aliança do PL com o PP nos planos estadual e nacional
Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avisou a aliados que sua chapa para o Senado em Santa Catarina será composta pelo filho Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador no Rio, e pela deputada federal Caroline de Toni (PL), em uma mudança ao que havia sido definido anteriormente pelo partido.
De Toni era o nome preferido da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para concorrer ao Senado no estado, onde o governador Jorginho Mello (PL) vai disputar a reeleição. A preferência de Michelle pela deputada pesou na decisão de Bolsonaro, dizem aliados.
O líder da oposição na Câmara, deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), que visitou Bolsonaro na Papudinha neste mês, afirma que o ex-presidente comunicou a ele a escolha dos dois nomes, o que foi confirmado por outros interlocutores do ex-presidente.
Segundo o líder, Bolsonaro bateu o martelo sobre o assunto. A decisão encerra uma dúvida no PL, mas deve marcar oficialmente um racha na direita catarinense. Ao defender uma chapa pura na corrida pelo Senado, o ex-presidente vai de encontro ao governador Jorginho, que prefere apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP).
Apesar de Amin ser um aliado fiel do bolsonarismo no estado, a opção de Bolsonaro se baseou em pesquisas que mostram a deputada melhor posicionada do que o senador.
Como mostrou a Folha no início de fevereiro, a direção do PL havia definido que os dois nomes ao Senado em Santa Catarina seriam Carlos e Amin, o que foi comunicado a De Toni, que chegou a anunciar a sua saída do partido. A deputada havia acertado se filiar ao Novo para concorrer ao Senado, o que arriscaria uma divisão de votos no bolsonarismo.
Integrantes do PL dizem acreditar que o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, vai manter a escolha de Bolsonaro. No partido, há um acordo de que o ex-presidente vai escolher os nomes para disputar o Senado, enquanto Valdemar será responsável pelos candidatos aos governos estaduais e à Câmara dos Deputados.
Além de dificultar a vida de Jorginho Mello, que pretendia usar a segunda vaga ao Senado para ampliar seu leque de alianças na disputa pela reeleição, a decisão deve afastar o PP de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O pré-candidato à Presidência queria atrair o partido para sua chapa, mas enfrenta dificuldades diante da resistência de uma ala do PP, principalmente do Nordeste, a se associar ao bolsonarismo.
Como mostrou a Folha, o presidente nacional do PP também passou a resistir à ideia de apoio formal a Flávio. Ex-ministro de Bolsonaro, ele chegou a se encontrar com o presidente Lula (PT) em busca de um acordo que viabilize sua reeleição como senador no Piauí.
Bolsonaristas, porém, minimizam o desgaste com o PP de Amin por deixá-lo de fora da chapa em Santa Catarina. Para aliados de Flávio, a federação formada pelo PP e pela União Brasil ainda deve apoiá-lo na disputa do Planalto de qualquer maneira.
A definição da chapa bolsonarista em Santa Catarina rachou o campo da direita e expôs a divergência entre Carlos e Michelle. O impasse já gerou troca de farpas públicas entre correligionários.
A confusão foi causada pela chegada de Carlos no cenário político de Santa Catarina. Antes vereador pela capital fluminense, ele mudou seu domicílio eleitoral para o estado sulista, diante de um congestionamento de candidaturas de direita no Rio de Janeiro.
Aliados de Esperidião Amin afirmam que ele vai disputar o Senado independentemente do acerto entre os partidos, mas que sua preferência é integrar a chapa do PL, o que também seria estratégico para o partido de Valdemar.
Em 2022, Jorginho concorreu isolado ao Executivo, mas ao longo dos três anos de mandato ampliou sua base de apoio e passou a desenhar uma chapa para 2026 ao menos com PP e MDB, siglas que hoje integram o primeiro escalão da administração estadual.
O governador tem como adversário no campo bolsonarista o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que lançou pré-candidatura ao governo.
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📰 Fonte: UOL Notícias
🔗 Link original: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/02/bolsonaro-diz-a-…
Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 19/02/2026 às 22:32

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