Itaquera

Comissão do Senado vota para derrubar decreto de Lula que restringiu armas

Comissão do Senado vota para derrubar decreto de Lula que restringiu armas
Comissão do Senado vota para derrubar decreto de Lula que restringiu armas

Comissão do Senado vota para derrubar decreto de Lula que restringiu armas

A CSP (Comissão de Segurança Pública) do Senado votou hoje pela derrubada de um decreto do presidente Lula (PT) que restringe as regras para registro e porte de arma.

O que aconteceu

Em votação simbólica, os membros da comissão decidiram, por unanimidade, pela derrubada do decreto. O tema segue agora para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Congresso e, depois, para o plenário da Casa.

Decreto presidencial de 2023 regulamenta o Estatuto do Desarmamento. O texto transferiu a competência para fiscalização do registro de armas do Exército para a PF (Polícia Federal), reduziu a validade dos Certificados de Registros de Armas de Fogo e restringiu a atividade dos CACs (caçadores, atiradores e colecionadores).

Três projetos legislativos pedem cancelamento do decreto. Eles foram apresentados pelos senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Jorge Seif (PL-SC), com a participação de coautores.

Relator da pauta, o senador Marcio Bittar (PL-AC) votou pela derrubada do decreto de Lula. Ele aponta “vícios” na norma e afirma que ela limita a prática do tiro esportivo, traz perdas aos fabricantes e comerciantes de armas e viola a lei que trata da emissão dos certificados de CACs.

Para o senador Sergio Moro (União-PR), presidente da comissão, a política de segurança pública do governo Lula foca nas ações erradas. O parlamentar disse que a gestão petista prioriza medidas como a instalação de câmeras corporais nos policiais e o decreto que regulamenta o Estatuto do Desarmamento, em vez de focar no combate ao crime organizado.

Não podemos concordar que o problema da segurança pública são os policiais e os CACs. Ao contrário. Cadê as políticas públicas contra o Comando Vermelho, contra o PCC? No fundo, a percepção que a gente tem é que o governo Lula descobriu que tem crime organizado no país ano passado, quando o tema entrou na pauta eleitoral.
Senador Sergio Moro (União-PR), durante discurso na Comissão de Segurança Pública

Moro também citou suposta ilegalidade no decreto. “Existe uma lei que tem que ser cumprida. O decreto regulamentar não pode criar condições não previstas na lei e que sequer fazem sentido racional”, disse. Apesar das falas do relator, o texto foi validado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em junho de 2025.

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📰 Fonte: UOL Notícias

🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/0…

Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 24/02/2026 às 13:45

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