TJ-RS aprova pagamento de penduricalhos mesmo após veto de Dino

TJ-RS aprova pagamento de penduricalhos mesmo após veto de Dino

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O Órgão Especial do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) aprovou um pedido de pagamento retroativo de licença compensatória a juízes. O benefício foi vetado no início do mês por liminar do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O que aconteceu
Desembargadores votaram ontem para atender ao pedido feito pela Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul). A associação requereu ao TJ-RS o pagamento retroativo de licença compensatória desde 2015 e outras medidas. Eles justificaram a solicitação afirmando que é preciso valorizar a magistratura, fortalecer o Poder Judiciário e preservar sua independência.
Benefício foi criado para compensar magistrados pelo acúmulo de função. São contemplados, por exemplo, a atuação simultânea em diferentes unidades judiciais, viagens e acúmulo de processos acima da capacidade de julgamento de um magistrado.
Lei federal de 2015 é usada para justificar legalidade da medida. Na prática, os Poderes usam o texto para aumentar a remuneração de seus integrantes e ultrapassar o teto do funcionalismo público, que hoje é de R$ 46,3 mil mensais.
TJ-RS alega que o pagamento do benefício está de acordo com decisões anteriores do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em nota ao UOL, o tribunal gaúcho afirma se tratar de “um simples alinhamento temporal com os Tribunais de Justiça dos demais estados”.
Pagamento só passará a ser feito se a liminar de Dino for derrubada. Além disso, a decisão ainda será encaminhada para aval do CNJ.
Dino barrou benefício
Em 5 de fevereiro, o ministro do STF vetou o pagamento de verbas indenizatórias que não estejam expressamente previstas em lei. Dino deu 60 dias para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário avaliarem quais verbas são justificadas e suspender as que não têm lei específica.
Dino ainda determinou que o Congresso crie uma lei regulamentando o funcionamento de verbas indenizatórias. Na liminar que determinou a suspensão imediata dos penduricalhos, o ministro apontou que o Congresso já aprovou uma emenda constitucional em 2024 prevendo que verbas indenizatórias podem extrapolar o teto do funcionalismo, mas que precisam estar “expressamente previstas em lei”. Para o ministro, isso tem contribuído para a profusão indiscriminada de verbas indenizatórias nos três Poderes, que geram “supersalários”.
Decisão de Dino foi tomada dois dias depois de o Congresso Nacional aprovar penduricalho. A medida permitirá que os salários dos servidores da Casa ultrapassem o teto constitucional. Texto está nas mãos do presidente Lula (PT) para decidir se sanciona ou veta a proposta. O plenário da corte vai julgar amanhã a decisão de Dino.
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📰 Fonte: UOL Notícias
🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/0…
Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 24/02/2026 às 15:52















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