‘Estado da União’: Trump fará discurso no Congresso dos EUA sob pressão eleitoral e econômica

‘Estado da União’: Trump fará discurso no Congresso dos EUA sob pressão eleitoral e econômica

📅 25/02/2026 04:16
📰 Fonte: Geral – g1.globo.com

O presidente Donald Trump discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA em 4 de março de 2025, em Washington, DC. O vice-presidente JD Vance e o presidente da Câmara, Mike Johnson (R-LA), aplaudem atrás dele. — Foto: Win McNamee/Pool via REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará nesta terça-feira (24), a partir das 23h no horário de Brasília, o tradicional discurso do “Estado da União”. A cerimônia é uma tradição da política americana. Nela, o presidente apresenta ao Congresso um balanço do governo e as prioridades para o ano.

Segundo a imprensa americana, Trump deve apostar em um discurso para animar a própria base eleitoral. A ideia é manter o apoio dos eleitores antes das eleições de meio de mandato.

  • Também conhecidas como “midterms”, as eleições estão marcadas para 3 de novembro.
  • Toda a Câmara será renovada. No Senado, um terço das cadeiras estará em disputa.
  • Atualmente, as duas Casas são controladas pelos republicanos, partido de Trump.
  • Pesquisas indicam que o governo pode perder ao menos uma delas. Esse cenário preocupa aliados do presidente.
  • Também conhecidas como “midterms”, as eleições estão marcadas para 3 de novembro.
  • Toda a Câmara será renovada. No Senado, um terço das cadeiras estará em disputa.
  • Atualmente, as duas Casas são controladas pelos republicanos, partido de Trump.
  • Pesquisas indicam que o governo pode perder ao menos uma delas. Esse cenário preocupa aliados do presidente.

A economia deve ser um dos principais temas do discurso. Pesquisa divulgada pela Associated Press aponta que 59% dos adultos americanos desaprovam as políticas econômicas do presidente. A principal preocupação dos eleitores é com os preços dos alimentos e da moradia.

Trump deve culpar o governo anterior, de Joe Biden, pelos atuais desafios econômicos. Na semana passada, o presidente afirmou que falaria sobre a “situação caótica” herdada ao assumir a Casa Branca em 2025.

“Será um discurso longo”, disse na segunda-feira (23). “Temos muito o que falar.”

“Será um discurso longo”, disse na segunda-feira (23). “Temos muito o que falar.”

No ano passado, durante sessão conjunta do Congresso, Trump usou uma receita semelhante e citou Biden 13 vezes ao comentar a situação do país.

A imprensa americana também aponta a possibilidade de o presidente mencionar uma decisão da Suprema Corte que derrubou a imposição de tarifas contra outros países com base em uma lei de 1970. Trump criticou a decisão e anunciou uma nova tarifa global.

  • Enquanto a oposição afirma que as tarifas podem pressionar a inflação, o presidente diz que a medida arrecadou trilhões de dólares.
  • Os ministros da Corte devem acompanhar o discurso no plenário.
  • Enquanto a oposição afirma que as tarifas podem pressionar a inflação, o presidente diz que a medida arrecadou trilhões de dólares.
  • Os ministros da Corte devem acompanhar o discurso no plenário.

A imigração também deve aparecer no discurso. Considerada um dos principais eixos do governo, a política de detenção de estrangeiros em situação irregular virou alvo de protestos após a morte de dois cidadãos americanos em ações de agentes federais.

Nesta segunda-feira (22), em uma tentativa de recuperar apoio no tema, Trump decretou o “Dia Nacional das Famílias de Anjos”. A data homenageia cidadãos americanos mortos por imigrantes em situação irregular.

Por fim, a política externa também pode ser mencionada, mas deve ter espaço menor. Mesmo diante do aumento das tensões com o Irã, a expectativa é que o foco de Trump esteja no público interno e em temas do cotidiano dos americanos.

Obama faz o discurso do Estado da União em 2015 — Foto: GloboNews

O discurso sobre o Estado da União é realizado desde 1790, quando o presidente George Washington fez uma fala breve, com pouco mais de mil palavras. Ao longo dos anos, a tradição mudou, e os discursos ficaram cada vez mais longos e midiáticos.

Em 1801, Thomas Jefferson decidiu romper com a prática de falar pessoalmente ao Congresso e passou a enviar a mensagem por escrito. O formato foi mantido por mais de um século. Apenas em 1913, Woodrow Wilson retomou o modelo presencial.

Em 1947, o presidente Harry Truman foi o primeiro a fazer o discurso com transmissão pela televisão. Quase 20 anos depois, em 1965, o presidente Lyndon Johnson decidiu realizá-lo em horário nobre para ampliar a audiência.

Com o aumento da polarização, tornou-se comum que congressistas do partido do presidente se levantem para aplaudi-lo, enquanto os opositores permanecem sentados — e, em alguns casos, fazem provocações. Biden, por exemplo, foi chamado de mentiroso por uma deputada em 2023.

Oficialmente, o discurso mais longo foi feito pelo presidente Bill Clinton. A fala durou 1 hora, 28 minutos e 49 segundos.

No ano passado, o discurso de Trump durou 1 hora, 39 minutos e 32 segundos. No entanto, como ele ainda estava no primeiro ano de governo, o pronunciamento não é considerado oficialmente um Estado da União e é classificado como uma sessão conjunta do Congresso.

📌 Fonte original: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/24/estado-da-unia…

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