Ex-presidente do INSS recebeu R$ 4 milhões em propina de associação, diz PF

Reportagem
Ex-presidente do INSS recebeu R$ 4 milhões em propina de associação, diz PF

O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto recebeu cerca de R$ 4 milhões de propina de uma das associações investigadas por desvios, aponta a investigação da Polícia Federal que levou à sua prisão em novembro.
Os pagamentos partiram da Conafer e foram intermediados por escritórios de advocacia, uma imobiliária e uma pizzaria chamada Delícia Italiana Pizzas, segundo o relatório obtido pelo UOL, em parcelas de R$ 250 mil mensais.
Segundo a PF, Stefanutto era chamado de “Italiano” nas mensagens sobre pagamentos.

Procurada, a defesa de Stefanutto negou irregularidades e disse que, ao contrário do que diz a PF, ele não era o “Italiano” a que se referem as conversas.
Nos diálogos, porém, o nome é associado diretamente a ele, dentro de uma lista chamada de “notáveis” ou “heróis” que eram pagos todo mês no esquema.
A Conafer é uma das associações investigadas por descontos irregulares de aposentados. Segundo a PF, recebeu R$ 708 milhões, dos quais R$ 640 milhões foram desviados através de empresas de fachada.
Entre as empresas que receberam dinheiro da Conafer, a Santos Consultoria e Assessoria, To Hire Cars Locadora de Veículos, Papelaria Pikinskeni, Agropecuária Pkst e CSS Consultoria e Gestão são empresas apontadas como “fantasmas”.
As sedes declaradas à Receita Federal são salas que ficam sempre fechadas em um escritório em Presidente Prudente (SP).
No caso de Stefanutto, os repasses, de 2022 a 2024, se deram através de terceiros:
- Anderson Pomini: R$ 250 mil
- Delícia Italiana Pizzas: R$ 900 mil
- Sanchez Salvadore Sociedade de Advogados: R$ 250 mil
- Stelo Advogados Associados: R$ 900 mil
- Moinhos Imobiliária: R$ 1,25 milhão
- Ivete Teresinha Marsango: R$ 250 mil
Procurada, Ivete Teresinha Marsango disse que é advogada e nunca repassou nenhum valor a autoridades ou funcionários públicos, conforme já teria esclarecido no STF.
As conversas no WhatsApp entre Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador financeiro da Conafer, e Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da associação, registraram o controle das supostas propinas.
Entre os citados estão Virgílio Antônio de Oliveira Filho, ex-procurador do INSS que teria recebido R$ 6,5 milhões, André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor do INSS que teria recebido R$ 3,4 milhões, e Euclydes Pettersen, deputado federal a quem é atribuído o recebimento de R$ 14 milhões em propina.
Eles foram procurados pelo UOL, mas não responderam.
Procurado, Anderson Pomini, presidente do Porto de Santos, disse que recebeu os valores por serviços prestados ao PSB. Ele nega ter repassado os valores a Stefanutto. O gasto, porém, não aparece na prestação de contas do partido de 2022.
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📰 Fonte: UOL Notícias
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Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 26/02/2026 às 06:02
















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