Falso médico acusado por morte de paciente é absolvido por júri em SP

Falso médico acusado por morte de paciente é absolvido por júri em SP

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O falso médico Fernando Henrique Dardis, acusado pela morte de uma paciente e de forjar a própria morte, foi absolvido ontem durante julgamento em Sorocaba.
O que aconteceu
Dardis respondia por homicídio, exercício ilegal da medicina e falsificação de documento público. Em maio do ano passado, a Justiça havia decretado a prisão dele, mas ele tentou encerrar o processo com uma certidão de óbito falsa, fingindo estar morto. Um mês depois, ele se entregou à polícia e está detido desde então.
O julgamento do réu durou mais de 10 horas ontem. Conforme informou o Tribunal de Justiça de São Paulo, a sessão teve início às 9h50 no Fórum de Sorocaba, cidade onde os crimes teriam ocorrido, e foi encerrada por volta das 20h.
O júri popular ouviu cinco pessoas, além de Dardis. O homem foi interrogado e outras cinco testemunhas —que não tiveram a identidade revelada— também deram seus depoimentos.
O júri decidiu por maioria absolver Dardis das três acusações. A maior parte dos jurados entendeu não haver relação causal entre a atuação dele e a morte da paciente. Além disso, achou não haver provas suficientes a respeito dos outros dois supostos crimes.
A sentença foi lida pelo Juiz Emerson Tadeu Pires de Camargo ao final do julgamento. Em seguida, a Justiça expediu ainda um alvará de soltura ao réu, que estava preso desde o ano passado.
O UOL entrou em contato com a defesa do homem para saber se ele já foi liberado da prisão. Não houve retorno até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação.
Entenda o caso
O falso médico era acusado pela morte da paciente Helena Rodrigues, 71. O filho da vítima, ouvido pela acusação, diz que a mãe esteve no hospital Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba em outubro de 2011, mas foi dispensada por Dardis.
A mulher teria dado entrada na unidade com sintomas de infarto. A idosa, que tinha histórico de problemas cardíacos e que já havia sido atendida pelo falso médico um mês antes, falou estar com dor no peito, vômito e falta de ar. Apesar disso, foi medicada com remédio para dor muscular e autorizada a ir embora.
Idosa morreu no dia seguinte em casa. Depois disso, o filho da vítima reconheceu Dardis como sendo a pessoa que a atendeu no dia anterior à morte.
Dardis também afirmou anteriormente que não imaginava se tratar de um princípio de infarto. Segundo ele, após a triagem pela enfermagem, não havia qualquer reclamação que indicasse ser problema cardíaco. Além disso, falou que recebia somente a ficha de triagem e não o prontuário do paciente.
À Justiça, ele confessou que atuava como médico sem autorização e usava carimbo com CRM de Ariovaldo Diniz Florentino. Em esclarecimentos prestados em outra ocasião à Justiça, o homem disse que cursou medicina até o terceiro ano por pressão de sua família. Também alegou que apenas fazia o primeiro atendimento médico e que era acompanhado por outros profissionais.
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📰 Fonte: UOL Notícias
🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/…
Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 27/02/2026 às 09:42















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