STF tornou Toffoli invulnerável

STF tornou Toffoli invulnerável

Resumo
A Justiça é cega. Mas quando vê uma toga suprema em apuros ergue o escudo para blindá-la. A decisão de Gilmar Mendes de suspender a quebra dos sigilos da empresa de Dias Toffoli pela CPI do crime organizado criou uma gambiarra canhestra. O verniz técnico —”abuso de poder”— não consegue disfarçar o gato.
Toffoli e Gilmar são próximos como unha e cutícula. Para contornar o risco de sorteio de outro relator, a petição foi endereçada a Gilmar. Atrasando o relógio em cinco anos, a empresa de Toffoli pediu a Gilmar que estendesse para o amigo decisão tomada em 2021 para derrubar quebras de sigilo na CPI da Covid. Bingo.
Na véspera, André Mendonça já tinha autorizado os dois irmãos que são sócios de Toffoli a ignorar a convocação para depor na CPI do crime. Dias antes, o plenário do Supremo fabricara, em reunião secreta, uma saída de Toffoli da relatoria do caso Master “a pedido”.
Na sequência, o presidente Edson Fachin enterrou no arquivo morto as provas vivas de um relatório da Polícia Federal. Nele, a PF expôs o conflito de interesses entre a toga de Toffoli e os negócios dele e dos irmãos com a organização criminosa de Daniel Vorcaro.
Livre de todos os incômodos, Toffoli foi alçado pelo Supremo à galeria dos seres invulneráveis. É mais inimputável do que os menores de idade e os índios isolados. Crianças e indígenas não aculturados, quando pilhados, ainda podem ser submetidos a medidas socioeducativas e à tutela da Funai.
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📰 Fonte: UOL Notícias
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Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 27/02/2026 às 18:12
















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