Morte de Ali Khamenei provoca onda global de reações e acelera transição no Irã
Morte de Ali Khamenei provoca onda global de reações e acelera transição no Irã
📰 Fonte: Geral – rss.uol.com.br
Morte de Ali Khamenei provoca onda global de reações e acelera transição no Irã
O Irã decretou 40 dias de luto neste domingo (1º), após a morte de seu Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado no sábado (28) no ataque israelense-americano. Teerã retaliou com ataques de mísseis contra Israel e Estados do Golfo e afirmou que sua resposta é “legítima”. A morte do líder provocou reações de governos e grupos armados em várias partes do mundo, enquanto o processo sucessório dentro do regime já foi acionado.
Alireza Arafi, clérigo e membro da Assembleia de Peritos e da Guarda Revolucionária Islâmica, foi nomeado neste domingo para compor o triunvirato responsável por conduzir a transição “o mais rápido possível” após a morte de Khamenei.
O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, declarou que vingar o Líder Supremo é um “direito e dever legítimo” da República Islâmica. Em discurso transmitido pela TV estatal, classificou a morte da “mais alta autoridade política do Irã e proeminente líder do xiismo” como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos, e em particular contra os xiitas, em todo o mundo”.
A Guarda Revolucionária condenou “os atos criminosos e terroristas” atribuídos aos governos dos Estados Unidos e de Israel.
O Hamas lamentou a morte do líder iraniano, chamando o ataque de “abominável”. Já o Hezbollah afirmou que irá “confrontar a agressão” dos EUA e de Israel. Segundo Naim Qassem, chefe do grupo libanês pró-Irã, “quaisquer que sejam os sacrifícios, não abandonaremos o caminho da resistência”. O grupo, no entanto, não interveio desde o início da ofensiva americana e israelense no sábado.
No Iraque, o líder xiita Moqtada al-Sadr anunciou três dias de luto oficial e lamentou o “martírio” de Khamenei. Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a área da embaixada dos EUA, mas foram contidos pela polícia.
O presidente russo, Vladimir Putin, condenou o assassinato e enviou uma carta ao presidente iraniano oferecendo suas condolências. Ele classificou o ataque como uma violação “cínica” da moralidade humana e do direito internacional.
Reações Ocidentais: apoio israelense e celebrações em Washington
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a morte do aiatolá em sua rede social, chamando Khamenei de “uma das pessoas mais perversas da história” e afirmando que sua morte representa justiça para vítimas no Irã e no exterior.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que “a justiça foi feita” e que o “eixo do mal sofreu uma derrota esmagadora”, prometendo continuar agindo com firmeza para proteger o país.
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, declarou que com a morte de Khamenei “a República Islâmica efetivamente chegou ao fim” e seria “relegada à lata de lixo da história”. Segundo ele, qualquer tentativa de sustentar o regime atual está condenada ao fracasso.
No Reino Unido, o secretário de Defesa, John Healey, afirmou que “poucas pessoas lamentarão” a morte do aiatolá e classificou o regime iraniano como “uma fonte de maldade”. Ele alertou que teme uma retaliação iraniana “cada vez mais indiscriminada”, possivelmente atingindo alvos civis.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também afirmou que a morte de Khamenei “não será lamentada”. Ele responsabilizou o aiatolá pelos programas nucleares e de mísseis balísticos do regime, pelo apoio a grupos armados e pela violência cometida contra a população iraniana.
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📌 Fonte original: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2026/03/01/…
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