EUA orientam cidadãos a deixarem 14 países após ataques ao Irã; veja lista

EUA orientam cidadãos a deixarem 14 países após ataques ao Irã; veja lista

Um comunicado divulgado na noite de ontem pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos orienta que cidadãos dos EUA deixem 14 países da região do Oriente Médio após ataques coordenados do país ao Irã.
O que aconteceu
Saída dos países deve ser imediata por “sérios riscos de segurança”, afirmou a Secretária de Estado Adjunta para Assuntos Consulares, Mora Namdar. Em publicação nas redes sociais, ela disse que o alerta foi emitido a pedido do secretário de Estado, Marco Rubio.
Israel e Emirados Árabes Unidos estão entre os países na lista. Arábia Saudita, onde uma embaixada dos EUA foi atingida ontem, e o Líbano, que convive com ataques aéreos e segue na iminência de uma incursão terrestre de Israel, também foram colocados como países perigosos para estadia.
Orientação do departamento de Estado é de que os americanos busquem transportes disponíveis para deixar os países. Aqueles que não conseguirem sair devem buscar assistência consular por telefone.
Lista de países desaconselhados pelos EUA:
- Bahrein
- Egito
- Irã
- Iraque
- Israel
- Jordânia
- Kuwait
- Líbano
- Omã
- Catar
- Arábia Saudita
- Síria
- Emirados Árabes Unidos
- Iêmen
Entenda o ataque coordenado
EUA e Israel lançaram na madrugada de sábado um ataque coordenado contra o Irã, que declarou ter retaliado atacando bases militares americanas no Oriente Médio. Trump disse que o objetivo da ação era defender o povo americano.
Explosões também foram ouvidas em outras quatro cidades do Irã (Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah). As autoridades suspenderam o tráfego aéreo no país, enquanto serviços de telefonia e internet apresentam falhas graves, segundo jornalistas locais.
Em resposta ao ataque, forças iranianas lançaram mísseis contra Israel, que imediatamente fechou o espaço aéreo e declarou estado de emergência. Por precaução, escolas e prédios públicos em Jerusalém permanecerão fechados até a tarde de segunda-feira (2).

A Força Aérea de Israel informou que interceptou mísseis do Irã. Israel detectou o ataque após tomar medidas de segurança contra possíveis retaliações. “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar as ameaças”, informaram as Forças Armadas israelenses.
Irã retaliou instalações militares dos EUA, afirmou autoridade americana. Até o momento, foram alvejadas instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque.
Trump diz ter alertado Irã antes de guerra
O líder norte-americano disse que o Irã não acatou suas recomendações anteriores. “Avisamos para não tentarem reconstruir as instalações em uma nova localização, mas eles ignoraram as ordens e continuaram a fazer as armas nucleares”, falou em coletiva de imprensa sobre a operação militar.
Mais cedo, em entrevista ao New York Post, Trump disse não descartar uso de tropas terrestres. “Não me acovardo em relação às tropas no terreno, como todos estes presidentes que dizem: ‘Não haverá tropas no terreno’. Eu digo que provavelmente não precisamos delas, mas usaremos, se for necessário”.
O governo iraniano teria se recusado a cessar sua busca por armas nucleares. “O regime já possuía mísseis capazes de atingir a Europa e nossas bases, tanto locais quanto no exterior, e em breve teria mísseis capazes de atingir nossa bela América”, disse ele. Irã, por outro lado, nega as acusações.
Trump sintetizou quatro objetivos principais da guerra. Seriam eles: destruir a capacidade de produção de mísseis do Irã, aniquilar a marinha, impedir que obtenham armas nucleares e acabar com o financiamento iraniano de grupos terroristas na região.
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📰 Fonte: UOL Notícias
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Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 03/03/2026 às 07:19















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