CPI recorre de decisão que anulou quebra de sigilo da empresa de Toffoli

CPI recorre de decisão que anulou quebra de sigilo da empresa de Toffoli

A CPI do Crime Organizado recorreu da decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que anulou a quebra de sigilo da Maridt, empresa que tem o ministro Dias Toffoli como sócio e recebeu pagamentos de fundo ligado ao Banco Master pela venda do resort Tayayá.
O que aconteceu
Comissão havia aprovado a quebra de sigilo na semana passada. Dois dias depois, o ministro Gilmar Mendes anulou a decisão do colegiado.
Agora, a CPI apresentou recurso de agravo contra a decisão do STF. “A medida foi aprovada de forma legítima pelos senadores da comissão. A CPI seguirá firme na missão de investigar”, afirmou o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES).
Protocolamos recurso para restabelecer a quebra de sigilos da Maridt Participações S.A., apontada nas investigações como elo entre familiares do ministro do STF Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Fabiano Contarato (PT-ES)
Contarato afirmou que a medida é necessária para preservar os poderes da comissão. “Estamos recorrendo dessa decisão e de qualquer outra que entendermos ter fundamento jurídico para evitar o esvaziamento da CPI e garantir uma resposta à sociedade”, disse.
Ele defendeu que a comissão atue “no andar de cima”. “Passou da hora de atuar de forma contundente, doa a quem doer”, afirmou.
Gilmar Mendes atendeu a pedido dos advogados da Maridt. O ministro alegou que não há conexão entre o objetivo da CPI, que seria o de investigar a atuação do crime organizado no país, e as atividades da empresa.
Relator também sai em defesa da atuação da CPI. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que os fatos recentes reforçam a necessidade de a comissão atuar no caso.
As notícias recentes, com prisão de Vorcaro e parceiros flagrados combinando ações violentas e corrupção de agentes públicos, deixam claro o óbvio: é atuação típica de crime organizado de altíssima periculosidade e pode e deve ser objeto de atuação da CPI no Senado.
Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI
Hoje, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso novamente. A prisão se deu em nova fase da operação da PF Compliance Zero.
Outras interferências do Judiciário
Convocação virou convite. O presidente da CPI também criticou a decisão do ministro André Mendonça que transformou em convite a convocação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Para Contarato, a mudança enfraquece o poder investigativo da comissão. O depoimento estava marcado para ser realizado ontem na CPI, mas foi cancelado.
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📰 Fonte: UOL Notícias
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Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 04/03/2026 às 13:07















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