Feijão tinha ‘pontinhos azuis’, diz vítima em júri de ré por envenenamento

Feijão tinha ‘pontinhos azuis’, diz vítima em júri de ré por envenenamento

Resumo
O julgamento de Cíntia Mariano Dias Cabral, acusada de envenenar os dois enteados com chumbinho em 2022, começou hoje no Rio de Janeiro. A primeira pessoa a depor foi Bruno Cabral, que sobreviveu, e é irmão de Fernanda Cabral, morta por envenenamento.
O que aconteceu
Bruno disse que tinha um simulado na escola no sábado e, no dia anterior, a madrasta o convidou para comer na casa que ela vivia com o companheiro. No almoço, Cíntia colocou o feijão em um prato e entregou diretamente para o jovem, que tinha 16 anos à época.
Quando eu estava comendo, eu achei a comida com um gosto estranho. Eu já tinha comido com ela outras vezes e sabia que a comida dela não era assim. E eu comecei reparar muitos pontinhos azuis no feijão e comecei a separar, separar. Só que teve uma hora que eu fiquei nervoso e não achei normal.
Bruno Cabral, em declaração à justiça
Segundo o rapaz, não era comum a madrasta servi-lo. “Estranhei, mas deixei passar”, declarou o rapaz, explicando que se serviu com o restante dos alimentos e começou a comer.
Após ter separado várias “bolinhas”, o rapaz questionou se havia a mesma coisa no prato dos demais moradores. Eles negaram e Cíntia ficou nervosa, chegando a desligar a luz da cozinha quando questionada sobre a situação.
Depois, a mulher, de acordo com o relato do sobrevivente, pegou o prato e colocou mais feijão no recipiente, jogando fora a parte das “bolinhas”. Bruno disse ter comido mais um pouco da comida após a madrasta colocar no prato novamente. Questionada, a mulher argumentou que as “bolinhas” eram tempero.
Bruno disse que a madrasta ficou nervosa e chegou a desligar a luz da cozinha quando questionada sobre a situação. Ao chegar em casa, ele explicou a situação para a mãe, que associou o episódio ao falecimento de Fernanda meses antes.
Ele relatou ter desentendimentos com a acusada. Os conflitos ocorriam porque a mulher criava intrigas entre o rapaz e o pai dele e de Fernanda, Adeílson Jarbas Cabral. O jovem deixou de morar com o pai em razão do relacionamento do genitor com Cíntia, conforme relato no julgamento.
Bruno se emocionou durante o júri ao falar da irmã. Ele citou que a Fernanda e a madrasta também tinham muitos embates.
Relembre o caso

Suspeitas começaram após Bruno relatar gosto estranho e “pedrinhas azuis” em uma refeição oferecida por Cíntia a ele. O jovem estava na casa do pai quando questionou a madrasta sobre a substância na comida. “Quando ela ficou toda nervosa, desesperada, pegando o meu prato, eu já sabia que tinha algo errado. Ela pegou meu prato, retirou as bolinhas que eu cheguei a separar e botou mais feijão”, disse ele ao Fantástico na época.
Polícia Civil exumou corpo de Fernanda após abrir investigação. Quando ela morreu, o caso foi registrado como morte súbita.
Filhos biológicos da ré depuseram nas investigações. Lucas e Carla disseram que a mãe teria colocado mais feijão no prato de Bruno após a primeira reclamação do jovem. Lucas afirmou também que Cíntia confessou a ele que havia colocado chumbinho e que havia feito “a mesma coisa com Fernanda, tudo por amor a Adeilson”.
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📰 Fonte: UOL Notícias
🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/…
Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 04/03/2026 às 17:22















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