Guerra compromete abastecimento de petróleo e gás para a Europa, que sofre pressão de Trump por mais apoio militar

Guerra compromete abastecimento de petróleo e gás para a Europa, que sofre pressão de Trump por mais apoio militar

📅 04/03/2026 23:07
📰 Fonte: Geral – g1.globo.com

Europa rejeita pressão de Trump para apoiar guerra no Oriente Médio

A Europa está sob uma pressão dupla. A guerra compromete o abastecimento de petróleo e gás para o continente e Donald Trump cobra mais apoio militar dos aliados europeus.

O primeiro-ministro da Espanha não se dobrou às críticas de Donald Trump. Disse que “é preciso aprender com a História e não jogar roleta russa com a vida de milhões de pessoas”.

Na terça-feira (3), o presidente americano ameaçou impor um embargo comercial à Espanha, depois que o país se recusou a permitir o uso de suas bases militares pelos americanos. Nesta quarta-feira (4), Pedro Sánchez declarou: a posição do governo espanhol pode ser resumida em poucas palavras: não à guerra. Horas depois, a porta-voz da Casa Branca afirmou que a Espanha havia escutado Donald Trump e tinha decidido cooperar com a ação militar. Mas o ministro de Relações Exteriores espanhol negou.

Líderes da Europa – como o francês Emmanuel Macron e António Costa, do Conselho Europeu – expressaram solidariedade ao primeiro-ministro da Espanha. A União Europeia também rebateu Trump. O comissário de Indústria, Stephane Séjourné, disse que qualquer ameaça a um país-membro é uma ameaça a todos.

O primeiro-ministro do Reino Unido também reafirmou sua posição, contrariando o líder americano. Donald Trump vem fazendo uma série de críticas a Keir Starmer. Na terça-feira (3), por exemplo, disse que o atual líder britânico não é um Winston Churchill. Nesta quarta-feira (4), Starmer falou que não vai levar o país para uma guerra sem uma base legal e sem um plano viável e bem elaborado. O Reino Unido autorizou os americanos a usarem suas bases militares apenas para fins de defesa, o que Trump considerou “chocante”.

“Posicionamos sistemas de radar, defesa aérea, sistemas anti-drone, caças. Precisamos agir com clareza e com a cabeça fria. Proteger os cidadãos britânicos é nossa prioridade número um”, declarou Starmer.

“Posicionamos sistemas de radar, defesa aérea, sistemas anti-drone, caças. Precisamos agir com clareza e com a cabeça fria. Proteger os cidadãos britânicos é nossa prioridade número um”, declarou Starmer.

Navios britânicos estão sendo enviados ao Chipre, onde uma base aérea britânica foi atingida na segunda-feira (2) por um drone de fabricação iraniana.

Guerra compromete abastecimento de petróleo e gás para a Europa, que sofre pressão de Trump por mais apoio militar — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Em Portugal, o primeiro-ministro Luís Montenegro foi ao Parlamento explicar a decisão de permitir o uso da base de Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos:

“Essa resposta foi uma autorização condicional, como disse, à luz do princípio do Direito internacional, quais sejam, que essas operações sejam de natureza defensiva ou retaliatória, sejam operações necessárias e proporcionais e visem exclusivamente alvos militares”.

“Essa resposta foi uma autorização condicional, como disse, à luz do princípio do Direito internacional, quais sejam, que essas operações sejam de natureza defensiva ou retaliatória, sejam operações necessárias e proporcionais e visem exclusivamente alvos militares”.

Em Berlim, o ministro da Defesa disse que a Alemanha não vai entrar na guerra:

“A História ensina que é muito mais fácil começar uma guerra do que terminá-la. É uma ilusão achar que os conflitos na região podem ser resolvidos apenas com a força militar”, disse Boris Pistorius.

“A História ensina que é muito mais fácil começar uma guerra do que terminá-la. É uma ilusão achar que os conflitos na região podem ser resolvidos apenas com a força militar”, disse Boris Pistorius.

A Comissão Europeia também se reuniu nesta quarta-feira (4) para discutir outro efeito da guerra: o desabastecimento de gás natural e petróleo, principalmente para o aquecimento. Desde a invasão da Ucrânia, o continente vem reduzindo as compras de gás da Rússia e aprovou recentemente a proibição completa a partir de 2027. O fechamento das rotas de exportação no Oriente Médio e a paralisação da produção de gás pelo Catar na segunda-feira (2) mostram a urgência de buscar outras fontes.

Simone Tagliapietra, especialista em política energética, diz que a substituição do gás natural pelo carvão não é suficiente a longo prazo e que a Europa se encontra em um momento especialmente vulnerável.

📌 Fonte original: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/03/04/guer…

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