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Mensagens de Vorcaro sinalizam intoxicação do poder com ‘máfia’

Mensagens de Vorcaro sinalizam intoxicação do poder com 'máfia'
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Opinião

Mensagens de Vorcaro sinalizam intoxicação do poder com ‘máfia’

Num prenúncio do que está por vir, começou a chegar ao noticiário o conteúdo tóxico do celular-bomba de Daniel Vorcaro. Nessa primeira leva, vieram à luz sobretudo mensagens trocadas no escurinho do Zap com uma namorada. Nelas, Vorcaro se vangloria da proximidade com oligarcas da política e magistrados.

Há também uma comunicação enviada diretamente para Alexandre de Moraes. Foi revelada por Malu Gaspar, no Globo. Deu-se no começo da manhã de 17 de novembro do ano passado, dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez: “Conseguiu bloquear?” Moraes respondeu. Mas teve o cuidado de enviar três mensagens num modelo em que os textos se apagam depois que lidos pelo destinatário.

Nas comunicações com a namorada, Vorcaro menciona encontros com Lula —”Foi ótimo!”— com o próprio Moraes —”Ele gostou da casa, amor?”— com Hugo Motta -“Tô num jantar na residência oficial” da Câmara— e com Davi Alcolumbre -“Foi até meia-noite”.

Vorcaro se envaideceu de palestra que fez para togas de tribunais superiores do Brasil num fórum jurídico em Londres —”Acabei de dar discurso para os ministros”. Referia-se a um evento patrocinado pelo Master, ao qual compareceram, entre outros, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Os diálogos contêm 13 menções a encontros com ministros, sem especificar se eram auxiliares de Lula ou togas supremas. Num dos relatos, Vorcaro diz ter participado de reunião com dez pessoas na casa de um ministro: “Me prestigiaram muito e ficaram felizes de eu ter vindo prestigiar”.

Numa fase em que Vorcaro tentava convencer o Banco Central a aprovar a compra do Master pelo BRB, o banco público de Brasília, que terminou sendo vetada, ele desabafou para a namorada: “Esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia. Não dá pra sair. Ninguém sai. Bem não sai. Só sai mal”.

Uma coisa são os encontros de autoridades com banqueiro. Isso não é crime. Coisa bem diferente é a proximidade de poderosos com um mafioso que tinha um banco e usava seu poderio econômico para comprar acesso às maçanetas da República. As conversas já divulgadas são sinais de fumaça. A investigação será incompleta se não esclarecer que contatos contribuíram para acender o incêndio que arde na antessala da eleição.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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📰 Fonte: UOL Notícias

🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2026/03/…

Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 05/03/2026 às 18:53

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