Itaquera

Câmara dos EUA rejeita resolução sobre Poderes de Guerra e apoia ação de Trump contra Irã

Câmara dos EUA rejeita resolução sobre Poderes de Guerra e apoia ação de Trump contra Irã
Câmara dos EUA rejeita resolução sobre Poderes de Guerra e apoia ação de Trump contra Irã

Câmara dos EUA rejeita resolução sobre Poderes de Guerra e apoia ação de Trump contra Irã

Por Patricia Zengerle

WASHINGTON, 5 Mar (Reuters) – A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira um esforço para interromper a guerra aérea do presidente Donald Trump ​contra o Irã e exigir que quaisquer hostilidades ​sejam autorizadas pelo Congresso, dando aval à campanha militar do presidente republicano no sexto dia do conflito em expansão.

O placar de 219 votos a 212 seguiu em grande parte as orientações ​partidárias na Câmara, onde os ⁠correligionários de Trump ​controlam uma estreita maioria de assentos. Dois republicanos votaram a ⁠favor da resolução e quatro democratas votaram contra.

Aqueles ​contrários à resolução acusaram os democratas de levar a questão à votação apenas porque se opõem a Trump, colocando os norte-americanos em maior risco.

“Todos ‌nós sabemos que não estaríamos aqui hoje ‌se o ​nome do presidente não fosse Donald Trump”, disse o deputado Rick Crawford, do Arizona, presidente republicano do Comitê de Inteligência da Câmara, durante o debate na quarta-feira.

Os patrocinadores ‌da resolução a descreveram como uma tentativa de retomar a prerrogativa do Congresso de autorizar a guerra, conforme previsto na Constituição dos EUA.

EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no sábado, em um conflito que já matou mais de 1.000 pessoas, incluindo pelo menos seis militares norte-americanos, e causou danos e instabilidade em todo o Oriente Médio.

Defensores da resolução argumentaram que a exigência para que Trump vá ao Congresso obter uma autorização de guerra ‌o forçaria a explicar aos norte-americanos por que os EUA estão lutando e como isso pode terminar.

“Esta é uma guerra de escolha, lançada por este ​governo sem autorização, sem objetivos claramente declarados ou um final definido, e sem explicar como eles pretendem manter os norte-americanos ‌seguros”, disse o deputado Gregory Meeks, de Nova York, principal democrata do Comitê de Relações Exteriores.

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Pouco antes da votação da resolução, membros da Câmara de ambos os ‌partidos aprovaram por esmagadora maioria uma ‌medida “Reafirmando que o Irã continua sendo o maior patrocinador estatal do terrorismo.”

A votação não teria interrompido o conflito, mesmo ⁠que a Câmara tivesse votado a favor.

Para entrar em vigor, a resolução também teria que ser aprovada pelo Senado e obter a maioria de dois terços necessária para anular o veto esperado de Trump.

Também controlado por uma estreita margem pelo partido de Trump, o Senado ​apoiou sua campanha militar ​contra o Irã em uma votação na quarta-feira, votando para bloquear uma resolução bipartidária semelhante à da Câmara.

As votações desta semana não encerram a discussão. A Resolução de Poderes de Guerra de 1973, que prevê as votações dessas resoluções, determina que um presidente só pode envolver os militares em um conflito armado quando o Congresso tiver declarado guerra ou fornecido autoridade específica ou em resposta a um ataque.

Trump ⁠e os republicanos argumentaram que o Irã representava uma “ameaça iminente”, de modo que suas ações estão ​de acordo com essa lei.

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📰 Fonte: UOL Notícias

🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2026/03…

Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 05/03/2026 às 21:01

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