Ciência

Pesquisadora Hanayrá Negreiros lança livro sobre memória e moda afro-brasileira em maio

Pesquisadora Hanayrá Negreiros lança livro sobre memória e moda afro-brasileira em maio

📅 06/03/2026 19:07
📰 Fonte: Geral – rss.uol.com.br

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Em maio, chega às livrarias ‘Negras Maneiras de Vestir: Moda, Memória e Arte afro-brasileira’, primeiro livro da historiadora, curadora e professora de moda Hanayrá Negreiros. A obra propõe o resgate de memórias por muito tempo invisibilizadas do vestuário das populações afro-brasileiras ao longo dos anos e propõe um novo olhar sobre as narrativas da diáspora.

A publicação é da editora Paralela, selo da Companhia das Letras, e conta com quarta capa escrita pela criadora, apresentadora e empresária Ana Paula Xongani.

Por meio de fotografias, inclusive de sua própria família, a autora reconstrói um passado perdido e cria uma nova perspectiva para essa história. “Pensando em Brasil, um país onde a população negra foi, e é, historicamente subjugada, elaborar imagens sobre nós e sobre a nossa comunidade se apresenta como uma possibilidade simbólica de criação de narrativas positivas para o futuro”, afirma a autora na apresentação do livro.

Segundo Negreiros, apesar de a moda ter sido historicamente atrelada a um contexto de luxo e superficialidade, a maneira de se vestir é um “aprendizado transmitido dentro de casa, nas relações familiares, nos gestos cotidianos que constroem referências e identidades”.

Vinda de uma família atravessada há gerações pela costura e pela moda, Hanayrá Negreiros diz que sempre se sentiu fascinada pelas fotografias de seus antepassados guardadas com carinho por familiares, com especial atenção às roupas que avós, bisavós, tios e primos vestiam. Durante a pandemia de Covid-19, a autora passou a compor a árvore genealógica da família, guiada pelas imagens angariadas ao longo dos anos.

Quando publicou um artigo a respeito do tema, começou a receber mensagens de leitores compartilhando histórias semelhantes às suas. Percebeu, então, que não estava sozinha em seu interesse, e que as imagens familiares eram possibilidades de reconstrução de narrativas, em especial afrodiaspóricas.

Na imagem da capa, produzida pela fotógrafa e cineasta Juh Almeida, a autora veste criações de artistas negras como Angela Brito, Carol Barreto e Lane Marinho, estabelecendo um diálogo com uma cena de moda contemporânea.

A pesquisa que embasa o livro foi realizada a partir de acervos institucionais do Instituto Moreira Salles e da Biblioteca Nacional. A publicação aborda também religiosidades de matrizes africanas e propõe interpretações curatoriais a partir de práticas de artistas visuais como Rosana Paulino, Aline Motta e Larissa de Souza.

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📌 Fonte original: https://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/monicabergam…

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