Alckmin diz que não há definição sobre chapa presidencial e que Haddad é ótimo candidato em SP

  • Vice-presidente citou também Simone Tebet e Márcio França como nomes que podem entrar na disputa paulista
  • Ele deixará o Ministério da Indústria e Comércio em abril

Brasília

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou a jornalistas nesta sexta-feira (6), no Espírito Santo, que a chapa presidencial ainda não está definida.

“Essa é uma definição mais pra frente, mas quero dizer que estou muito honrado e feliz de participar com o presidente Lula ajudando o Brasil”, disse, quando questionado se seria candidato a vice-presidente outra vez.

Homem idoso de perfil, usando óculos, terno preto, camisa branca e gravata azul, fala em ambiente interno com fundo desfocado.
Vice-presidente Geraldo Alckmin durante coletiva de imprensa

Pedro Ladeira – 21.nov.25/Folhapress

Alckmin participa de uma cerimônia de entrega de equipamentos médicos em Colatina (ES). Indagado sobre uma eventual candidatura ao Governo de São Paulo, o pessebista citou os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Márcio França (Micro e Pequenas Empresas) e Simone Tebet (Planejamento).

“Em São Paulo temos Fernando Haddad, que é ótimo candidato pra tudo, o Márcio França, que foi governador e é ministro do governo Lula, e a Simone Tebet, que pode ir pra São Paulo. Então você tem aí um conjunto de alternativas”, disse.

Na quinta-feira (5), Alckmin anunciou que deixará o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Servicos) a pasta no próximo dia 4 —data limite para a desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar eleições.

O papel do ministro nas eleições de 2026 ainda não foi definido. Embora uma ala do governo veja uma nova candidatura à vice-presidência como natural, há governistas que também falam em escalar um candidato de outro partido.

Em entrevista à Folha na semana passada, por exemplo, o ministro da Educação Camilo Santana (PT) disse que o MDB tem bons nomes que poderiam ocupar a vice, como o ministro dos Transportes Renan Filho e o governador do Pará, Helder Barbalho.

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