Brasil busca sua primeira medalha também nos Jogos Paralímpicos de Inverno
Brasil busca sua primeira medalha também nos Jogos Paralímpicos de Inverno
📰 Fonte: Geral – rss.uol.com.br
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
-
-
Salvar artigos
Recurso exclusivo para assinantes
assine
ou
faça login
-
assine
ou
faça login
Após fazer história nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina com a conquista de sua primeira medalha na história da competição, com Lucas Pinheiro Braathen, o Brasil agora também vai em busca do seu primeiro pódio nos Jogos Paralímpicos que começam nesta semana na Itália.
Com um recorde de oito atletas nas disputas na neve em solo italiano, dois a mais do que em Pequim-2022, a delegação brasileira vem de um ciclo paralímpico com conquistas importantes e tem como maiores esperanças de medalha os campeões mundiais de esqui cross-country, Cristian Ribera e Aline Rocha.
Esta será a quarta participação brasileira nos Jogos Paralímpicos de Inverno, que começou em Sochi-2014, com dois atletas.
“Nossa expectativa por resultados históricos é muito alta também nas Paralimpíadas. A chance é real. Diria que, se não vier medalha, eu até ficaria um pouco surpreso, mas não desapontado, porque sabemos que tudo pode acontecer durante uma competição”, afirmou à Folha Anders Pettersson, presidente da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve) e chefe de missão do Brasil nos Jogos de Milão-Cortina.
“Se vier medalha, provavelmente vai ser do Cristian Ribera ou da Aline Rocha”, acrescentou o dirigente.
Natural de Cerejeiras, em Rondônia, e criado em Jundiaí, no interior paulista, Cristian Ribera, de apenas 23 anos, já vai para sua terceira participação paralímpica.
Na estreia, em PyeongChang-2018, na Coreia do Sul, quando tinha somente 15 anos, Ribera conquistou o sexto lugar na prova de 15 km do esqui cross-country, até hoje o melhor resultado do Brasil na história dos Jogos de Inverno.
Desde então, consolidou-se com um dos principais nomes da modalidade. Ele foi o primeiro brasileiro a conquistar o Globo de Cristal no esqui cross-country paralímpico, sagrando-se campeão geral da temporada 2024/2025.
Neste início de temporada, manteve o momento positivo nas pistas de neve e faturou dois ouros nas provas de 1 km e 10 km em etapa da Copa do Mundo em Finsterau, na Alemanha, em janeiro.
“Em Pequim-2022 [quando terminou na oitava colocação na prova de 20 km], eu não estava 100%. Treinei bem, mas tive problemas físicos na reta final. Desta vez fiz um bom ciclo, consegui treinar e competir bem e estou bastante confiante”, afirmou Ribera.
“A gente sempre trabalha bastante para estar entre os melhores, e as medalhas refletem isso. Fico muito feliz, mas também sei que é um desafio muito grande representar o Brasil nos Jogos. Vai ser o momento mais importante da minha vida e vou entrar com tudo para ganhar uma medalha para o Brasil”, disse ele.
Irmão de Eduarda Ribera, que competiu nos Jogos de Inverno no esqui cross-country, o esquiador rondoniense nasceu com artrogripose, doença congênita que afeta as articulações localizadas nas extremidades do corpo. Ao longo da vida, foi submetido a 21 cirurgias nas pernas.
Em Milão-Cortina, Ribera disputa as provas de esqui cross-country na categoria sprint clássico, na terça-feira (10), nos 10 km, na quarta-feira (11), e nos 20 km, no dia 15.
Aline Rocha, 34, é de Pinhão, no Paraná, e foi a primeira mulher brasileira a competir nos Jogos Paralímpicos de Inverno, em PyeongChang-2018. Em Pequim-2022, conquistou o sétimo lugar na prova de 15 km do esqui cross-country.
Em 2023, tornou-se a primeira esquiadora brasileira a se sagrar campeã mundial, com o ouro na prova de sprint no Campeonato Mundial de esqui cross-country disputado em Ostersnd, na Suécia. Na ocasião, também levou o bronze na disputa de 10 km e 18 km.
No ano passado, ficou com a prata no Mundial disputado em Toblach, na Itália, na prova de 10 km.
“É uma alegria muito grande participar de mais uma edição dos Jogos Paralimpicos. Estou há 15 anos no esporte e ainda em evolução, por isso acredito que vou ter meu melhor desempenho em Milão-Cortina”, afirmou Aline.
“Tanto em Pyeongchang-2018, como também em Pequim-2022, o maior desafio foram as altas temperaturas e a neve derretida. Não estávamos preparados para essa condição. Agora, em 2026, já temos mais experiência com todos os tipos de neve e temperatura, e isso vai ser fundamental para nosso desempenho”, acrescentou ela.
Nos Jogos de Inverno na Itália, a paranaense —que ficou paraplégica após sofrer um acidente automobilístico aos 15 anos— inicia sua participação na prova de 7,5 km do biatlo, no sábado (7). Ela ainda compete no sprint do esqui cross-country, no dia 10, e nas distâncias de 10 km e 20 km, nos dias 11 e 15.
Aline Rocha e Cristian Ribera foram os escolhidos pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) para serem os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura nesta sexta-feira (6), a partir das 16h (horário de Brasília), em Verona.
Os dois atletas, contudo, já estão alocados em Predazzo, no norte da Itália, onde acontecerão as disputas de suas provas, a cerca de 200 km de distância, e participarão remotamente.
A cerimônia de abertura será marcada por boicotes de países como Ucrânia e República Tcheca, como forma de protesto pela autorização dos organizadores para que atletas da Rússia e de Belarus participem dos Jogos Paralímpicos representando suas nações, com direito a hasteamento de bandeira e hino no pódio, e não como atletas neutros como foi nas Olimpíadas de Inverno.
A delegação brasileira conta ainda com três estreantes em Jogos de Inverno: Elena Sena e Wellington da Silva, que competirão nas provas de esqui cross-country e biatlo, e Vitória Machado, do snowboard.
Guilherme Rocha e Robelson Lula, do esqui cross-country e do bialto, e André Barbieri, do snowboard, já participaram dos Jogos Paralímpicos de Pequim-2022, e completam a delegação brasileira.
Os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina serão disputados de 6 a 15 de março e reúnem 665 atletas de 53 países. O SporTV transmite as principais provas.
Confira a programação dos brasileiros nos Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina (horários de Brasília)
7.mar (sábado)
6h – Biatlo (7,5km sprint – Finais sentado)
Aline Rocha, Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula
8.mar (domingo)
6h – Biatlo (12.5km Individual – Finais sentado)
Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula
10.mar (terça-feira)
5h45 – Esqui cross-country (Sprint Classic – qualificatória)
Aline Rocha, Cristian Ribera, Elena Sena, Guilherme Rocha, Robelson Lula e Wellington da Silva
11.mar (quarta-feira)
5h45 – Esqui cross-country (10km Interval Start Classic – Finais sentado e em pé)
Aline Rocha, Cristian Ribera, Elena Sena, Guilherme Rocha, Robelson Lula e Wellington da Silva
13.mar (sexta-feira)
6h – Biatlo (Sprint Pursuit – qualificatória)
Elena Sena, Guilherme Rocha e Robelson Lula
14.mar (sábado)
6h – Esqui cross-country (Finais – Revezamento misto 4 x 2,5 km)
6h e 7h55 – Snowboard (Banked Slalom – Finais)
André Barbieri e Vitória Machado
15.mar (domingo)
5h e 6h20 – Esqui cross-country (20km Interval Start Free – Finais sentado e em pé)
Aline Rocha, Cristian Ribera, Elena Sena, Guilherme Rocha, Robelson Lula e Wellington da Silva
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
-
-
Salvar artigos
Recurso exclusivo para assinantes
assine
ou
faça login
-
assine
ou
faça login
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha?
Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui).
Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia.
A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
- https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/03/brasil-busca-sua-primeira-medalha-tambem-nos-jogos-paralimpicos-de-inverno.shtml
📌 Fonte original: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/03/brasil-busca-s…
🤖 Itaquera News v8.1 – Publicação automática

