Chefe de Governo da Alemanha visita a China e pede relação bilateral mais ‘justa’
Chefe de Governo da Alemanha visita a China e pede relação bilateral mais ‘justa’
📰 Fonte: Geral – rss.uol.com.br
Chefe de Governo da Alemanha visita a China e pede relação bilateral mais ‘justa’
O chefe de Governo da Alemanha, Friedrich Merz, defendeu nesta quarta-feira (25), durante sua visita à China, uma cooperação bilateral mais “justa” com o principal parceiro comercial de seu país, com o qual espera estreitar laços em plena ofensiva tarifária dos Estados Unidos.
A China, a segunda maior economia do mundo, ultrapassou os Estados Unidos no ano passado como o principal parceiro comercial da Alemanha, mas Berlim também considera o país asiático, governado pelo Partido Comunista, um rival sistêmico do Ocidente.
Merz e o presidente chinês, Xi Jinping, reiteraram em um encontro a intenção de fortalecer as relações estratégicas, em um momento difícil para a maior economia da Europa e em pleno caos mundial provocado pelas tarifas do presidente americano, Donald Trump.
O chanceler alemão considerou a viagem como uma “grande oportunidade” para impulsionar os laços econômicos. Xi afirmou que está disposto a levar as relações entre os países a “novos patamares” e enfatizou que “sempre deu grande importância às relações China-Alemanha”.
Merz também destacou que deseja a retomada “muito em breve” das consultas conjuntas entre os dois governos, interrompidas por uma mudança no Executivo alemão e pela pandemia de covid-19.
Ele também deve pedir a Xi que pressione a Rússia, aliada da China, para encerrar a guerra na Ucrânia.
Merz é o mais recente de uma série de líderes ocidentais que cortejaram Pequim nos últimos meses, como o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ou o presidente francês, Emmanuel Macron. Trump, inclusive, deve visitar o país em 31 de março.
A Alemanha, dependente das exportações, precisa de “relações econômicas em todo o mundo”, disse Merz na semana passada, ao anunciar que visitaria Pequim com uma grande delegação empresarial.
“Mas não devemos ter ilusões”, acrescentou, ao destacar que a China, como rival dos Estados Unidos, agora “reivindica o direito de definir uma nova ordem multilateral segundo as suas próprias regras”.
Merz também se reuniu com o primeiro?ministro chinês, Li Qiang, durante a manhã, no opulento Grande Salão do Povo, em Pequim, onde pediu uma cooperação “justa”.
Representantes dos dois países assinaram acordos e memorandos, incluindo alguns sobre as mudanças climáticas e a segurança alimentar.
Em uma aparente referência aos Estados Unidos, Li disse que “o unilateralismo e o protecionismo ganharam terreno e até se tornaram predominantes em alguns países e regiões”.
Ele declarou que China e Alemanha, “como duas grandes economias do mundo com influência significativa, deveriam (…) salvaguardar conjuntamente o multilateralismo e o livre comércio”.
Ao longo dos anos, a China ganhou peso no cenário mundial, fortaleceu suas Forças Armadas, insiste em reivindicar sua soberania sobre Taiwan e rejeita energicamente as críticas à sua política de direitos humanos.
Sua relação com a Europa é complicada. Pequim restringiu temporariamente as exportações de minerais críticos utilizados em produtos que vão de microchips e turbinas eólicas até baterias de carros elétricos e sistemas de armas.
As empresas europeias reclamam que a China inunda o continente com produtos fabricados a baixo custo, graças aos subsídios estatais e a uma moeda desvalorizada.
O déficit comercial da Alemanha com a China atingiu no ano passado o valor recorde de 89 bilhões de euros (105 bilhões de dólares, 541 bilhões de reais).
O principal diplomata da China, Wang Yi, disse a Merz na Conferência de Segurança de Munique, no início do mês, que Pequim espera levar as relações “a um novo nível” e deseja que a Alemanha seja uma “âncora estabilizadora para as relações estratégicas” na União Europeia.
Merz chegou a Pequim acompanhado por líderes empresariais, incluindo executivos das gigantes automotivas Volkswagen, BMW e Mercedes.
Na quinta?feira, ele visitará a Cidade Proibida, em Pequim, e depois uma fábrica da Mercedes, onde serão apresentados veículos de direção autônoma. Também comparecerá ao centro de IA de Hangzhou para visitar unidades do grupo de robótica Unitree e do fabricante alemão de turbinas Siemens Energy.
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📌 Fonte original: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2026/02/25/…
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