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Competitividade brasileira não era e não será afetada com tarifas, diz Haddad

  • Ministro se refere às taxas globais de 10% impostas por Donald Trump na sexta-feira (20)
  • Chefe da Fazenda diz que a ação prejudica o consumidor americano

Nova Déli

A competitividade do Brasil não será afetada pelas tarifas globais de 10% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“Nossa competitividade não é afetada, como já não era. Nós dissemos desde sempre que isso ia prejudicar o consumidor americano, que no café da manhã, no almoço e no jantar consome produtos brasileiros”, declarou o ministro à imprensa neste sábado (21).

Homem de meia-idade com terno escuro e gravata azul fala em microfone em ambiente interno com iluminação natural suave.
O ministro Fernando Haddad durante discurso em Brasília

Adriano Machado/Reuters

“O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja. Nós temos que ser parceiros do mundo todo.”

As novas tarifas, aplicadas nesta sexta-feira (20) e em vigor a partir do dia 24, foram uma resposta de Trump à decisão da Suprema Corte americana que considerou ilegais, horas antes, as taxas impostas pelo americano no início de 2025. O principal argumento é que o presidente não pode impor tarifas amplas sem autorização explícita do Congresso.

Segundo o ministro, a instabilidade tarifária complica o cenário, mas o Brasil colhe frutos da ação diplomática. “Obviamente que não queríamos estar passando por isso, mas eu penso que, diante do desafio, o Brasil e a diplomacia brasileira andaram bem”, disse.

Haddad fez as declarações após evento da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em Nova Déli, na Índia, onde viaja ao lado de empresários e outras autoridades, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para uma visita de Estado e participação na cúpula de inteligência artificial sediada pelo país.

As novas tarifas impostas por Trump isentam uma série de produtos, entre eles a carne bovina, o tomate, a laranja e os minerais críticos.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, um dos principais negociadores das questão com os EUA, afirmou na sexta que as novas condições seriam benéficas. Setores como de máquinas e equipamentos, motores, armas, têxteis e calçados eram alvo de tarifa de 40%, fazendo com que a nova alíquota represente redução.

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