Eleições: Flávio e Lula articulam palanques; veja prováveis pré-candidatos

Eleições: Flávio e Lula articulam palanques; veja prováveis pré-candidatos

Resumo
Pré-candidatos à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) articulam palanques nos estados faltando pouco mais de sete meses para as eleições.
O que aconteceu
Flávio e Lula estão praticamente definidos para a disputa presidencial. As pesquisas Atlas/Bloomberg e Paraná Pesquisas, divulgadas nesta semana, mostraram avanço de Flávio na disputa.
PSD pretende lançar um nome para a disputa, ficando entre três possíveis pré-candidatos: o governador do Paraná, Ratinho Junior; o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e o de Goiás, Ronaldo Caiado.
Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também deve entrar na disputa presidencial. Ele lançou sua pré-candidatura em agosto do ano passado.
Nomes alternativos figuram em pesquisas eleitorais. É o caso do ex-ministro Aldo Rebelo (DC) e de Renan Santos (Missão).
Minas Gerais na mira
Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é foco dos candidatos. Zema deve deixar o cargo para sair candidato à Presidência. O vice, Mateus Simões (PSD), já iniciou articulações para viabilizar sua candidatura ao governo do estado. Ele é familiarizado com a ala bolsonarista, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Lula encontra dificuldades para convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para disputar o governo mineiro. Em entrevista ao UOL no começo de fevereiro, o petista se direcionou ao senador e disse: “Ainda não desisti de você”. Para tentar a reeleição, Lula vê Minas Gerais como um estado importante para ter palanque.
Para a equipe de Lula, o desafio maior do presidente vai estar no sul de Minas e no Triângulo Mineiro. Pacheco pode atrair parte do eleitorado das duas regiões.
Recentemente, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse ter a impressão de que Pacheco optou por uma aliança com Lula. Com Mateus Simões no páreo, o apoio do partido a Pacheco fica inviabilizado.
Anotações feitas por Flávio mostram que ele acredita que Simões o “puxa para baixo”. Segundo a Folha de S. Paulo, o PL também cogita lançar Flávio Roscoe, presidente da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais), ao governo.
Haddad e Tarcísio devem reeditar duelo em SP
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Lula quer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na disputa ao governo. O UOL noticiou que Haddad foi convencido pelo presidente a disputar as eleições em São Paulo, mas ele negou.
PT tem altas expectativas com a candidatura ao Senado da ministra Simone Tebet. Ela acertou com Lula sua mudança de domicílio de Mato Grosso do Sul para São Paulo.
Além de Tebet, a ministra Marina Silva também pode disputar o Senado por SP. Marina afirmou que conversou com o presidente do PT, Edinho Silva, para a disputa do pleito.
Com Flávio na disputa presidencial, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve concorrer à reeleição. O governador era cotado para ser o candidato de Jair Bolsonaro (PL) à Presidência em 2026, mas o ex-presidente, preso na Papudinha, em Brasília, acabou escolhendo o filho mais velho.
Tarcísio recebe também pressão de partidos aliados para a escolha de nomes que irão compor sua chapa. São cotados para vice o atual, Felício Ramuth (PSD), e o secretário de Governo de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, além de algum nome do próprio PL de Flávio Bolsonaro.
Além da disputa ao governo, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) teve seu nome confirmado como candidato ao Senado pelo clã Bolsonaro. Para o segundo nome, Flávio afirmou que a orientação de Bolsonaro é aguardar novas pesquisas eleitorais e ouvir lideranças, além de consultar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (SP) antes de qualquer definição.
Rio deve ter Paes com Lula
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), deve se aliar a Lula para a disputa ao governo estadual. Para a vice, Paes deve ter a emedebista Jane Reis, irmã de Washington Reis, presidente do MDB fluminense e ex-prefeito de Duque de Caxias.
MDB no Rio de Janeiro assegura o palanque de Lula junto ao eleitorado fluminense. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, frisou que o partido ainda vai realizar sua convenção e que o “MDB tem tradição de respeitar as alianças estaduais”.
PT deve lançar a deputada federal Benedita da Silva para o Senado. Integrantes do partido queriam Neguinho da Beija-Flor na disputa, mas Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, disse ao UOL que ele não quis participar do pleito para não entrar na briga política.
Com Paes provavelmente no palanque de Lula, PL e Flávio definiram o secretário de Cidades do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, como pré-candidato ao governo do estado. A chapa será formada com o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP).
O atual governador Cláudio Castro (PL) tentará uma vaga no Senado. Reeleito em 2022, Castro deverá renunciar ao cargo em abril para registrar sua pré-candidatura. Marcio Canella (União), atual prefeito de Belford Roxo, também tentará uma vaga.
PL briga em SC, e Sul tem definições
Após desentendimento por apoio a deputada federal Carol de Toni (PL-SC) para disputar o Senado, o PL definiu que ela será candidata. A intenção é diminuir o mal-estar criado com a imposição de Carlos Bolsonaro como candidato ao Senado no estado.
PL e PP haviam articulado um acordo que previa uma chapa com dois nomes na disputa com, inicialmente, De Toni e Esperidião Amin (PP-SC). Ao perceber que poderia ser preterida com a entrada de Carlos Bolsonaro no páreo, a deputada chegou a cogitar deixar o PL e recebeu apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Partido também deverá apoiar a reeleição do governador Jorginho Mello (PL-SC). Segundo Flávio, o palanque no estado está fechado.
Bolsonarismo também avança em pré-candidaturas no Rio Grande do Sul. Os deputados federais Sanderson (PL-RS) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) devem disputar o Senado.
O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) deverá lançar sua pré-candidatura ao governo estadual. Marcado para o dia 28 de março, o evento terá a presença de Flávio.
No Paraná, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, anunciou em janeiro que deixará a articulação do governo para concorrer ao Senado. O nome foi endossado pelo presidente do PT, Edinho Silva, na presença do presidente de Itaipu, Ênio Verri, nome antes cotado para a candidatura à Casa. Ele deverá tentar a reeleição como deputado federal.
Indefinição no Nordeste
Ex-presidenciável, Ciro Gomes (PSDB) afirmou em janeiro que vai disputar as eleições no Ceará, mas não disse a qual cargo. Ciro ensaiou uma aproximação com o PL, mas o partido suspendeu o acordo em novembro do ano passado após críticas públicas de Michelle.
Do lado petista, o ministro da Educação, Camilo Santana, descartou a possibilidade de concorrer mais uma vez ao governo no lugar do seu sucessor, Elmano de Freitas (PT). Ex-governador por dois mandatos e hoje o político mais popular do Ceará, Camilo é visto como o candidato ideal para garantir a vitória do partido.
Em Pernambuco, ainda não há definição se Lula apoiará a governadora, Raquel Lyra (PSD), à reeleição, ou o prefeito de Recife, João Campos (PSB). Segundo o colunista do UOL Carlos Madeiro, a ideia de aliados dela ligados a Lula, como o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula (PSD), é que Lula fique distante da campanha de Pernambuco por entender que tem dois palanques aliados.
Assim como 2022, a Bahia deve ter Jerônimo Rodrigues (PT) concorrendo à reeleição ao governo estadual contra ACM Neto (União). O PT governa o estado há 19 anos, prazo mais longevo do país.
No estado, o problema é a formação da chapa ao Senado: há três candidatos para duas vagas. Os atuais senadores — Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD) — já anunciaram interesse na reeleição. Mas o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), um dos homens mais fortes do governo Lula, também quer disputar o Senado.
Bolsonarismo mira disputa ao Senado
Com duas vagas em cada estado, o Senado virou alvo dos bolsonaristas. Parlamentares do PL afirmam que Bolsonaro, preso na Papudinha, acompanha a montagem das chapas e discute estratégias da direita para as eleições.
Clã bolsonarista planeja eleger 40 senadores — quando incluídos os candidatos do centrão que fecharem aliança com o ex-presidente. O número representa quase a metade das 81 vagas no Senado.
Com as definições se aproximando, políticos vão ao Complexo da Papuda para participar das negociações. Recentemente, o ex-presidente esteve com os senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ) e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sanderson (PL-RS), esse último pré-candidato ao Senado.
Sanderson citou que, entre as chapas escolhidas, estão o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para o Senado no Distrito Federal. Além dela, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) deve entrar na disputa.
Veja também
As mais lidas agora
📰 Fonte: UOL Notícias
🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/0…
Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 02/03/2026 às 05:46
















Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.