Ensino técnico e educação integral crescem em 2025, mesmo em cenário desfavorável, mostra Censo
Ensino técnico e educação integral crescem em 2025, mesmo em cenário desfavorável, mostra Censo
📰 Fonte: Educação – g1.globo.com
Os dados do Censo Escolar 2025, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que, apesar de o número total de alunos matriculados na educação básica ter caído vertiginosamente (1 milhão a menos em apenas um ano), dois pilares continuaram avançando:
- educação integral, quando os estudantes passam, no mínimo, 35 horas por semana no colégio;
- ensino técnico, principalmente integrado ao novo ensino médio, favorecendo a capacitação profissional dos jovens.
- educação integral, quando os estudantes passam, no mínimo, 35 horas por semana no colégio;
- ensino técnico, principalmente integrado ao novo ensino médio, favorecendo a capacitação profissional dos jovens.
A jornada estendida de estudantes nas escolas é vista por especialistas como uma alternativa para:
- diminuir a evasão, estreitando os laços do aluno com a comunidade escolar;
- melhorar a formação pedagógica, cultural, esportiva e cidadã das crianças e dos adolescentes;
- possibilitar tempo maior para reforço de habilidades de leitura e de matemática;
- reduzir risco de exposição à violência, especialmente entre os mais vulneráveis.
- diminuir a evasão, estreitando os laços do aluno com a comunidade escolar;
- melhorar a formação pedagógica, cultural, esportiva e cidadã das crianças e dos adolescentes;
- possibilitar tempo maior para reforço de habilidades de leitura e de matemática;
- reduzir risco de exposição à violência, especialmente entre os mais vulneráveis.
➡️De 2024 a 2025, em todas as etapas, houve um aumento (mesmo que discreto) na porcentagem de alunos matriculados em tempo integral, principalmente na rede pública.
- Mas, atenção: em 2025, os repasses diretos da União ao programa de tempo integral caíram de forma muito acentuada em comparação com anos anteriores — de cerca de R$ 2,1 bilhões em 2023 e R$ 2,5 bilhões em 2024 para apenas R$ 75,8 milhões em 2025.
- Mas, atenção: em 2025, os repasses diretos da União ao programa de tempo integral caíram de forma muito acentuada em comparação com anos anteriores — de cerca de R$ 2,1 bilhões em 2023 e R$ 2,5 bilhões em 2024 para apenas R$ 75,8 milhões em 2025.
Isso ocorreu principalmente por uma mudança na legislação, pela aprovação da Emenda Constitucional nº 135/2024 (parte do pacote de ajuste fiscal).
Os recursos para fomentar o programa passaram a ficar vinculados ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), transferindo a responsabilidade para estados e municípios. A partir de 2026, prefeitos e governadores passaram a ter de aplicar ao menos 4% da verba do fundo em iniciativas relacionadas ao fomento das matrículas em tempo integral.
“É uma responsabilidade que entra dentro de um dinheiro que eles já recebiam antes. Precisamos acompanhar essa repercussão e ver se os avanços vão se sustentar. Tivemos uma evolução recente importante”, afirma Gabriel Corrêa, diretor de políticas públicas da ONG Todos Pela Educação.
“É uma responsabilidade que entra dentro de um dinheiro que eles já recebiam antes. Precisamos acompanhar essa repercussão e ver se os avanços vão se sustentar. Tivemos uma evolução recente importante”, afirma Gabriel Corrêa, diretor de políticas públicas da ONG Todos Pela Educação.
Governo de SP amplia em 80,7% as matrículas no ensino técnico para 2026 — Foto: Paulo Guereta/Governo de SP
No Novo Ensino Médio, parte da carga horária dos estudantes é dedicada a “itinerários formativos”: são “trilhas” de aprofundamento em áreas escolhidas pelos próprios jovens.
É possível, por exemplo, que uma escola ofereça a opção de um itinerário que mescle Matemática e Ciências da Natureza ou Linguagens e Ciências Humanas.
Uma das alternativas é justamente a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), na qual entra o ensino técnico. A intenção é que os jovens aliem o currículo básico do ensino médio a formações profissionalizantes, que os preparem melhor para o mercado de trabalho.
No levantamento a partir de dados do Censo, o g1 considerou três categorias:
- educação técnica associada ao ensino médio (caso dos alunos que optaram por esse itinerário formativo);
- magistério/normal (voltado à formação, de nível médio, de professores)
- e ensino técnico integrado à Educação de Jovens e Adultos (EJA – ensino médio).
- educação técnica associada ao ensino médio (caso dos alunos que optaram por esse itinerário formativo);
- magistério/normal (voltado à formação, de nível médio, de professores)
- e ensino técnico integrado à Educação de Jovens e Adultos (EJA – ensino médio).
De 2024 a 2025, houve um incremento de cerca de 208 mil novas matrículas: de 1.082.146 para 1.290.081.
A maior parte dos alunos está em escolas estaduais (75% do total). Em seguida, aparecem os institutos federais (19%), a rede privada (4%) e as escolas municipais (0,8%).
O Censo Escolar mostrou que o número de professores temporários está acima do aceitável. Mais de 813 mil profissionais tinham este tipo de vínculo em 2025, o que representava cerca de 42,6% de todos os docentes em atuação na educação básica.
Na rede estadual, o problema é ainda maior: os temporários são maioria (48,6%) e ultrapassam os efetivos (48,5%). Há, ainda, os terceirizados (0,63%) e os “CLT” (2,18%).
Outro cenário revelado pelo Censo foi o de queda no índice de professores de educação básica com licenciatura. Mesmo que 96,1% dos professores tivessem formação docente em 2025, a taxa era maior em 2024 (96,85%).
Além disso, apenas 4,04% dos professores de educação básica em atuação no ano passado tinham mestrado. Aqueles com doutorado eram 1,13%. Em 2024, eram 3,9% com mestrado e 1,11% com doutorado.
- Em 2024, 41,37% dos alunos de anos iniciais no ensino fundamental declararam-se pardos. Em 2025, essa fatia passou a 45,15%. Em números absolutos, o aumento foi de mais de 545 mil estudantes.
- Nos anos finais, 43% eram pardos em 2024, contra 46,15% em 2025 (aumento de 255.997 declarações).
- Quanto aos alunos pretos, também houve crescimento no ensino fundamental entre 2024 e 2025. Percentualmente, eles passaram de 3,93% para 4,65% (anos iniciais) e de 4% para 4,74% (anos finais).
- Em contrapartida, o número de estudantes considerados amarelos foi menor em 2025 em toda a educação básica. Dos quase 42,5 milhões de alunos considerados neste recorte, apenas 153.569 eram amarelos.
- Na creche e no ensino médio, houve um aumento no número de matrículas de indígenas. No entanto, esses alunos não representaram nem 1% do corpo discente em nenhuma das etapas da educação básica.
- Em 2024, 41,37% dos alunos de anos iniciais no ensino fundamental declararam-se pardos. Em 2025, essa fatia passou a 45,15%. Em números absolutos, o aumento foi de mais de 545 mil estudantes.
- Nos anos finais, 43% eram pardos em 2024, contra 46,15% em 2025 (aumento de 255.997 declarações).
- Quanto aos alunos pretos, também houve crescimento no ensino fundamental entre 2024 e 2025. Percentualmente, eles passaram de 3,93% para 4,65% (anos iniciais) e de 4% para 4,74% (anos finais).
- Em contrapartida, o número de estudantes considerados amarelos foi menor em 2025 em toda a educação básica. Dos quase 42,5 milhões de alunos considerados neste recorte, apenas 153.569 eram amarelos.
- Na creche e no ensino médio, houve um aumento no número de matrículas de indígenas. No entanto, esses alunos não representaram nem 1% do corpo discente em nenhuma das etapas da educação básica.
📌 Fonte original: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/02/26/ensino-tecn…
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