EUA designam Irã como Estado patrocinador de detenções ilegais

EUA designam Irã como Estado patrocinador de detenções ilegais

📅 27/02/2026 20:49
📰 Fonte: Geral – rss.uol.com.br

EUA designam Irã como Estado patrocinador de detenções ilegais

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (27) que o governo norte-americano designou o Irã como Estado patrocinador de detenções ilegais. A classificação ocorre em meio à escalada de tensões entre os países.

A nova denominação amplia a pressão diplomática sobre o Irã e pode resultar em medidas adicionais por parte do governo norte-americano. Em comunicado, Rubio afirmou que o regime iraniano precisa “parar de fazer reféns” e libertar todos os norte-americanos detidos injustamente no país. Segundo ele, a reversão da medida dependeria da libertação desses cidadãos e do fim das práticas apontadas pelos EUA.

O regime iraniano precisa parar de fazer ?reféns e libertar ?todos iam pôr fim a essa designação e às ações associadas, disse Rubio em comunicado.

A decisão foi anunciada um dia após representantes dos dois países realizarem negociações sobre o programa nuclear iraniano. Apesar das conversas, o presidente Donald Trump declarou nesta sexta-feira estar decepcionado com o andamento das tratativas e afirmou que “às vezes é preciso usar a força”.

Trump disse não aceitar qualquer nível de enriquecimento de urânio por parte do Irã, nem mesmo para fins civis. Ao comentar as negociações com Teerã, disse que defende “nenhum enriquecimento”, e voltou a demonstrar insatisfação com o andamento das conversas.

Os dois países retomaram as negociações este mês, buscando superar um impasse de décadas sobre o programa nuclear de Teerã. Washington e outros países ocidentais acreditam que o país tem como objetivo a construção de armas nucleares. Teerã nega essa acusação.

Desde janeiro, cada parte afirma que está aberta ao diálogo, mas também a uma operação militar. As duas delegações chegaram antes das 10h (6h de Brasília) à residência do embaixador de Omã, perto de Genebra, segundo correspondentes da AFP. Washington deseja um acordo que garanta, entre outras coisas, que Teerã não desenvolva armas atômicas, um receio antigo das potências ocidentais.

O programa balístico iraniano é outro tema de discórdia. Os EUA querem abordar o tópico, assim como o apoio de Teerã a grupos armados hostis a Israel. Mas Teerã é reticente, o que reduz a perspectiva de um acordo. “O tema das negociações (…) está concentrado na questão nuclear”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei. Ele afirmou ainda que o país vai pressionar para obter o fim das sanções a que está submetido e pretende reiterar o seu direito “ao uso pacífico da energia nuclear”.

Trump afirma que o Irã desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e bases militares americanas. Teerã alega ter limitado o alcance de seus mísseis a 2.000 km, se defendeu e afirmou que as acusações do republicano são “grandes mentiras”.

O Irã dispõe de um amplo arsenal, em particular os Shahab-3, que podem alcançar Israel, seu inimigo declarado, e alguns países do leste da Europa.Apesar das divergências, Teerã considera que um acordo está “ao alcance da mão”, segundo o chefe da diplomacia, Abbas Araghchi, que lidera a delegação iraniana nas negociações. Para ele, esta é uma “oportunidade histórica”.

Os dois países já dialogaram recentemente em Omã e em Genebra. Uma tentativa anterior de diálogo chegou ao fim quando Israel atacou o Irã em junho, o que deu início a uma guerra de 12 dias na qual os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares iranianas. Em janeiro, surgiram novas tensões entre Washington e Teerã, quando o governo do Irã reprimiu com violência os protestos que desafiaram o poder dos aiatolás na República Islâmica.

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📌 Fonte original: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2…

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