EUA vão enviar o maior porta-aviões do mundo, usado na Venezuela, para o Oriente Médio

EUA vão enviar o maior porta-aviões do mundo, usado na Venezuela, para o Oriente Médio

📅 18/02/2026 06:23
📰 Fonte: G1 Mundo

O porta-aviões USS Gerald R. Ford aguarda no Caribe, em frente ao litoral da Venezuela — Foto: GETTY IMAGES

Os Estados Unidos vão enviar o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para o Oriente Médio, afirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesta sexta-feira (13). A ação ocorre em meio à intensificação da campanha de pressão do presidente Trump sobre a liderança do Irã.

A informação foi revelada pelo jornal norte-americano “The New York Times” na quinta-feira e confirmada por Trump horas depois, no início da tarde desta sexta. Trump disse que o navio rumará em direção ao Oriente Médio nos próximos dias e reiterou as ameaças ao Irã.

“Ele [porta-aviões] partirá muito em breve. (…) Caso não cheguemos a um acordo [com o Irã], vamos precisar dele”, afirmou Trump.

O porta-aviões USS Gerald Ford é acompanhado por destróieres, dezenas de jatos de combate e um submarino nuclear. Juntos, eles formam um grupo de ataque, que tem grande poderio militar para realizar operações diversas. (Leia mais abaixo)

O USS Gerald Ford foi enviado para perto da Venezuela em novembro como uma forma de pressionar o governo de Nicolás Maduro. O Exército dos EUA depôs Maduro em operação militar em Caracas em janeiro.

Segundo o “New York Times”, a tripulação do navio foi informada do novo destino também nesta quinta (12) e as novas ordens determinam a integração ao grupo de ataque do USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. (Saiba mais abaixo).

Na terça-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia afirmado que cogitava enviar mais um porta-aviões ao Oriente Médio para pressionar o Irã a fechar um acordo nuclear.

GIF – USS Gerald R. Ford: o maior navio de guerra do mundo — Foto: TV Globo/Reprodução

O USS Gerald R. Ford é o maior, mais letal e adaptável porta-aviões do mundo, além de ser o mais moderno e tecnologicamente avançado dos EUA, segundo a Marinha americana.

Incluído ao arsenal americano em 2017, o porta-aviões tem capacidade para abrigar até 90 aeronaves entre caças e helicópteros.

Ele dispõe de uma pista para pousos e decolagens com área equivalente ao triplo do gramado do Maracanã.

O grupo de ataque do porta-aviões inclui esquadrões de caças F-18, helicópteros militares, além de três destróieres — o USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill.

Batizado em homenagem ao ex-presidente Gerald Ford, que governou os EUA entre 1974 e 1977, o porta-aviões é considerado o principal ativo da Marinha para projeção de poder, dissuasão e controle do mar.

“O USS Gerald Ford é um dos maiores poderes de fogo navais que os EUA podem projetar”, afirma Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard.

Trump e Netanyahu se reúnem na Casa Branca com Irã na pauta do encontro

Estados Unidos e Irã se reuniram na sexta-feira (6), em Omã, para discutir o programa nuclear iraniano. O governo norte-americano quer que Teerã limite ou suspenda o enriquecimento de urânio.

O temor dos EUA e de aliados é de que o Irã esteja muito perto de desenvolver uma arma nuclear.O Irã nega ter esse objetivo e afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.

Na terça-feira, em entrevista ao site Axios, Trump disse estar otimista com as negociações e afirmou acreditar em uma saída diplomática. Ao mesmo tempo, voltou a dizer que pode optar por uma ação militar.

“Da última vez, eles não acreditaram que eu faria isso”, disse Trump, em referência aos ataques norte-americanos contra instalações nucleares do Irã em junho.

“Ou chegaremos a um acordo ou teremos que fazer algo muito duro como da última vez”, afirmou.

Além do programa nuclear, segundo a imprensa americana, os Estados Unidos também pressionam o Irã a limitar o alcance de mísseis balísticos e a encerrar o financiamento a grupos armados no Oriente Médio. Washington também tenta interferir em questões internas do país.

Autoridades dos Estados Unidos e do Irã ainda não marcaram uma segunda rodada de negociações. Em meio ao impasse, Trump se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta quarta-feira, na Casa Branca.

Após a reunião, Trump afirmou em uma rede social que prefere um acordo com o Irã.

“Insisti para que as negociações com o Irã continuassem para ver se um acordo pode ser concretizado. Se puder, informei ao primeiro-ministro que essa será a minha preferência. Se não puder, teremos que esperar para ver qual será o resultado”, disse.

Em janeiro, os Estados Unidos enviaram ao Oriente Médio o porta-aviões USS Abraham Lincoln, também com o objetivo de pressionar o Irã. À época, Trump afirmou que estava enviando uma “grande força” à região para monitorar o governo iraniano “muito de perto”.

Segundo o presidente norte-americano, o envio do porta-aviões ocorreu por “precaução”. Trump disse ainda que a preferência é que “nada aconteça”.

Na semana passada, os EUA realizaram manobras militares perto da costa do Irã. Segundo o Comando Central das Forças Armadas, caças decolaram do Abraham Lincoln e fizeram sobrevoos na região.

O USS Abraham Lincoln já atuou no Oriente Médio em diversas ocasiões, como durante a guerra no Afeganistão, após os atentados de 11 de setembro de 2001. O porta-aviões também serviu de apoio às forças americanas em uma operação contra o grupo rebelde Houthis, em 2024.

O USS Abraham Lincoln funciona como um “aeroporto flutuante” e pode lançar até quatro aviões por minuto. A embarcação abriga vários esquadrões, incluindo caças F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet, e tem capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre aviões e helicópteros.

📌 Fonte original: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/13/eua-porta-avio…

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