Fóssil interestelar: entenda por que o Meteorito Santa Filomena é tão importante para a ciência

Fóssil interestelar: entenda por que o Meteorito Santa Filomena é tão importante para a ciência

📅 17/02/2026 21:54
📰 Fonte: G1 Ciência

Meteorito Santa Filomena fará parte de exposição no Museu Nacional — Foto: Cristina Boeckel/g1 Rio

Primeiro meteorito recuperado no Brasil desde o incêndio do Museu Nacional, o Santa Filomena foi apresentado esta semana e passou a integrar o acervo da instituição, no Rio de Janeiro.

Parece uma pedra comum, mas os 2,8 quilos têm mais história do que qualquer outra coisa na Terra. Até fósseis de dinossauro 🦕 são “bebês” 👶 perto dessa rocha, na escala astronômica.

O Santa Filomena é formado por poeira que, aglomerada, sofreu derretimento devido às altas temperaturas próximas à estrela que se formava. Entretanto, alguns grãos se mantiveram intactos e foram incorporados em meteoritos. Esses grãos trazem informações sobre as estrelas que morreram antes do nosso Sol 🌞.

📍 Por falar em vizinhos, o meteorito que caiu em Pernambuco veio de bem longe: numa região entre os planetas Marte e Júpiter, chamado de Cinturão de Asteroides.

Mas calhou de o caminho do Santa Filomena cruzar com o da Terra, e na tarde de 19 de agosto de 2020, houve o impacto 💥.

Essa pedrinha anciã estava no telhado de uma casa. Quem achou foi uma senhora, moradora da cidade. As pesquisadoras Elizabeth Zucolotto e Amanda Tosi foram as primeiras a chegar na cidade e adquirir o pedaço para o acervo do Museu Nacional.

A análise mineralógica da pedra não só comprova a idade. O laboratório descobriu no meteorito um componente que nem existe na Terra! É a troilita, literalmente um material extraterrestre. 👽

Do lado de fora, uma aula de astronomia: o Santa Filomena tem todos os traços de um corpo que caiu do céu — a 54.000 km/h! 🚀

Uma crosta escurecida, causada pela “queimadura” no atrito com a atmosfera.Regmaglitos, marcas que parecem feitas com dedos, mas que são microerosões.Linhas de fluxo, também cicatrizes da entrada na Terra, mas nas laterais da rocha — como se a incandescência fluísse por canaizinhos.E uma “fratura exposta”, que prova que o interior é claro como o de uma pedra terrestre, possivelmente resultado do choque no telhado — mas não forte o suficiente para rompê-lo.

Não à toa uma pedra é confundida com um meteorito: “São os menteoritos”, brinca Maria Elizabeth Zucolotto, do time Meteorísticas, que localizou, estudou e agora apresentou o Santa Filomena.

Elizabeth explica que “99% dos supostos meteoritos não são”. Aí a gente criou o termo menteorito. No inglês existem os meteowrongs, ante os meteorites, ou ‘meteorights’.

Exatamente porque é tão difícil achar um objeto que não seja um menteorito, Amanda Tosi explica que todo o tempo é pouco.

“Um dos fatores mais importantes quando um meteorito cai é a gente ir em busca logo em seguida”, disse.

“Esse fragmento está ‘fresco’, não vai sofrer com as intempéries, como chuva, a erosão. Tanto que o meteorito rochoso, quando ele cai e ninguém recupera, fica meses ou anos e acaba parecendo muito uma rocha terrestre”, explicou.

📌 Fonte original: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/04/15/fo…

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