Mercado da soja monitora demanda chinesa após retirada das tarifas dos EUA
Mercado da soja monitora demanda chinesa após retirada das tarifas dos EUA
📰 Fonte: Economia – www.cnnbrasil.com.br
Os contratos futuros da soja fecharam a sexta-feira (20) com leves baixas na Bolsa de Chicago. O vencimento março recuou 0,31%, para US$ 11,3750 por bushel, enquanto o contrato maio teve queda 0,24%, encerrando a US$ 11,5325 por bushel.
De acordo com a Reuters Internacional, a China pode estar menos inclinada a efetivar uma nova grande compra de soja dos Estados Unidos, movimento que vinha sendo sinalizado há semanas pelo presidente Donald Trump, especialmente após a decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas impostas por presidente americano.
Na avaliação de Ronaldo Fernandes, da Royal Rural, o mercado entende que Pequim pode não estar mais obrigada a cumprir a aquisição adicional de 8 milhões de toneladas anunciada anteriormente.
O consultor destaca que a China já comprou cerca de 10 milhões de toneladas de soja norte-americana, além de aproximadamente 3 milhões com destinos não especificados, possivelmente também direcionados ao país asiático.
Com a retirada das tarifas, não haveria compromisso formal de elevar as compras para 20 milhões de toneladas, deixando o preço como fator determinante para novas negociações.
Segundo Fernandes, para que novos volumes sejam fechados, a soja dos EUA precisaria ganhar competitividade. Ele também lembra que a trégua comercial entre China e Estados Unidos segue válida até novembro, o que mantém o tema no radar do mercado.
Além da soja, temas como terras raras e questões geopolíticas envolvendo o Japão também estariam na mesa de negociações, o que pode manter o grão como moeda estratégica nas tratativas.
A Reuters destacou ainda que sem tarifas como instrumento de pressão, a soja americana teria dificuldades para competir com o Brasil, onde a colheita está em andamento e com preços internacionais mais atrativos.
“Para os participantes do mercado que acompanham de perto a China, o maior importador mundial de soja, a decisão adicionou mais incerteza a um mercado já volátil.
Os operadores do mercado disseram que acompanhariam de perto quaisquer novas mudanças na política tarifária, bem como sinais de que a China cederá à vontade de Trump e fará compras de soja ou continuará a se voltar para o Brasil e a Argentina, países com os quais a China não está envolvida em uma guerra comercial”, informou à Reuters Internacional.
Segundo a Granar, o mercado registrou realização de lucros nesta sessão, especialmente nos contratos futuros de óleo de soja, após os fortes ganhos acumulados pelo derivado nas três sessões anteriores.
A Granar acrescenta que o mercado segue atento ao avanço da colheita na América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina.
No caso do milho, os contratos futuros encerraram o dia em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento março registrou avanço de 0,41%, fechando a US$ 4,2750 por bushel.
De acordo com a Granar, as cotações seguem oscilando levemente diante da ausência de novidades sobre a aguardada autorização para a comercialização anual do E-15 nos Estados Unidos. A medida é considerada relevante para sustentar um possível aumento estrutural na demanda por milho por parte da indústria de biocombustíveis.
Já o trigo registrou alta nesta sexta-feira (20) na Bolsa de Chicago. O contrato março subiu 2,50%, encerrando a US$ 5,7350 por bushel.
Segundo o TradingView, foi a terceira sessão consecutiva de valorização. O movimento foi impulsionado pelas projeções divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu Fórum Anual, que indicam uma safra menor nos Estados Unidos em 2026/27, estimada em 50,62 milhões de toneladas, frente às 54,01 milhões da temporada atual.
O mercado também aguardava os dados semanais de vendas externas, com expectativa de embarques entre 250 mil e 600 mil toneladas de trigo da safra velha na semana encerrada em 2 de dezembro.
📌 Fonte original: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-da-soja-monitora-d…
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