Nova tarifa global de Trump atinge um quarto das exportações brasileiras para os EUA, diz governo

Nova tarifa global de Trump atinge um quarto das exportações brasileiras para os EUA, diz governo

📅 24/02/2026 19:18
📰 Fonte: Geral – rss.uol.com.br

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As novas tarifas globais de 10%, implementadas pelo governo Donald Trump na sexta-feira (20), atingem cerca de 25% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, segundo estimativa divulgada pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) nesta terça (24).

Essas mercadorias representam cerca de US$ 9,3 bilhões (R$ 47,9 bilhões). Ao mesmo tempo, outros US$ 17,5 bilhões (R$ 90 bilhões) –46% do comércio bilateral– agora ficam livres de qualquer tarifa adicional, segundo a pasta.

O ministério destaca que a conta desconsidera eventuais sobreposições com as taxas implementadas sob a Seção 232, que não foi alvo de decisão da Suprema Corte que decretou a ilegalidade das chamadas tarifas recíprocas.

Segundo o ministério, as tarifas setoriais da Seção 232 ainda atingem cerca de 29% das exportações brasileiras para os EUA –é o caso do aço e do alumínio, por exemplo. A lei permite que o presidente americano investigue se determinadas importações representam uma ameaça à segurança nacional.

O Mdic destaca, em nota, que o novo regime tarifário dos EUA amplia a competividade de setores brasileiros como máquinas e equipamentos, calçados, móveis, madeiras e produtos químicos, já que eles agora competem sob uma alíquota única global de 10%.

Ao mesmo tempo, o ministério afirma que, a partir das mudanças da sexta-feira, aeronaves passam a ser importadas com alíquota zero pelos EUA, enquanto pescados, mel, tabaco e café solúvel passam da alíquota de 50% para a alíquota de 10%.

“Os dados são estimativos, uma vez que os códigos tarifários foram divulgados na nomenclatura HTS (Harmonized Tariff Schedule) e posteriormente consolidados ao nível de seis dígitos do Sistema Harmonizado, o que pode gerar variações nos valores apurados”, ressalva a pasta.

“Ademais, a aplicação das tarifas nos Estados Unidos envolve critérios adicionais para determinados produtos, como destinação específica ou uso final, que podem influenciar a definição da alíquota efetivamente incidente.”

O presidente Donald Trump, eleito em 2024, prometeu durante a campanha aplicar tarifas de importação contra parceiros comerciais. O objetivo, segundo ele, era corrigir déficits e combater o que chamava de tratamento injusto por parte dessas nações.

Em abril de 2025, no que a administração republicana classificou como “Dia da Libertação”, Trump anunciou tarifas básicas de 10% e outras taxas adicionais de até 40%. A alíquota final variava conforme o tratamento que, segundo o presidente americano, esses países conferiam aos Estados Unidos.

Num primeiro momento, o Brasil foi taxado em 10%. Mais tarde, o republicano aplicaria uma tarifa adicional 40% contra os produtos nacionais, acusando uma “caça às bruxas” contra o presidente Jair Bolsonaro –essas taxas atingiram cerca de 43% das exportações brasileiras aos EUA.

Na mesma época, o governo americano também aplicou sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros e juízes do STF (Supremo Tribunal Federal).

O governo brasileiro reagiu criticando as tarifas e as sanções, e fez esforços para abrir negociação com a contraparte americana. Seguiram-se negociações diplomáticas, pressões empresariais, e, numa virada surpreendente, um elogio de Trump a Lula na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Na sequência, em novembro, o governo Trump retirou as taxas de grande parte dos produtos brasileiros, incluindo carne bovina, suco de laranja, café em pó e aviões. Permaneceram taxados, no entanto, os setores de máquinas e equipamentos, armas, madeira e pescados, entre outros.

Na última sexta-feira (20), a Suprema Corte definiu que essas “tarifas recíprocas” anunciadas em abril de 2025 são ilegais. Com isso, os produtos brasileiros ainda atingidos pelas taxas ficam livres do imposto e tendem a encontrar espaço no mercado americano outra vez.

A decisão da mais alta instância judicial americana não removeu, no entanto, tarifas setoriais globais que se aplicavam ao Brasil e a outros países simultaneamente, como as taxas sobre aço, alumínio, carros e autopeças.

O presidente Donald Trump chamou a decisão de “desgraça” e dobrou a aposta, prometendo uma nova rodada de tarifas globais de 15% com base em outra legislação, que lhe permite aplicar essas taxas temporariamente, por 150 dias. Ele, no entanto, ainda não assinou a medida.

Em coletiva, o vice-presidente e ministro da Indústria Geraldo Alckmin (PSB), que liderou a resposta brasileira ao tarifaço, afirmou que a tarifa não tira competitividade dos produtos brasileiros e pode inclusive ser benéfica ao Brasil.

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📌 Fonte original: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/02/nova-tarifa-gl…

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