O modelo financeiro que promete turbinar startups sem tirar o controle dos fundadores
O modelo financeiro que promete turbinar startups sem tirar o controle dos fundadores
📰 Fonte: Economia – exame.com
Depois de levantar pouco mais de US$ 2,4 milhões em capital próprio na expansão da Seamless, enquanto concorrentes captavam centenas de milhões, Jason Finger percebeu na prática o impacto da diluição sobre fundadores.
Anos depois, essa experiência se transformou na base da Upper90, empresa que combina crédito e participação acionária para financiar negócios sem retirar o controle dos empreendedores.
A Seamless chegou ao quarto lugar da lista Inc. 500 em 2004 antes de se fundir com o Grubhub. Durante a escalada, Finger observou que empresas altamente financiadas por equity entregavam fatias relevantes do negócio a investidores externos. Segundo ele, “como resultado, a participação deles foi significativamente diluída”. As informações foram retiradas de Inc.
Após sua trajetória operacional, Finger migrou para o mercado financeiro com uma convicção clara. “As pessoas que realizam a maior parte do trabalho devem receber a maior parte da recompensa”, afirmou à Inc. Para ele, o modelo tradicional de venture capital frequentemente rompe esse equilíbrio.
A Upper90 nasceu inicialmente de jantares mensais organizados por Finger com empreendedores em Nova York. O grupo evoluiu de um clube de investimento para um fundo de crédito estruturado, com uma proposta distinta no mercado de capital para startups.
O diferencial está na estrutura híbrida. Em vez de aportar predominantemente equity, a Upper90 direciona entre 80% e 90% do capital na forma de crédito. Os 10% a 20% restantes são investidos como participação acionária. A lógica financeira é clara. Reduzir diluição para o fundador e, ao mesmo tempo, alinhar incentivos entre investidor e empresa.
O modelo atende fintechs, consolidações sinérgicas, operações intensivas em capital como startups de robótica e data centers, além de situações especiais, como empreendedores interessados em adquirir suas próprias empresas de grandes corporações.
Para o campo de finanças corporativas, a proposta traz uma reflexão relevante sobre estrutura de capital. O uso predominante de dívida pode preservar participação societária, desde que haja previsibilidade de fluxo de caixa para sustentar o serviço da dívida. Ao combinar crédito com uma fatia minoritária de equity, a Upper90 busca equilibrar risco e retorno.
A estrutura também altera a dinâmica de governança. Com menor diluição, fundadores mantêm maior poder decisório, enquanto o investidor participa do upside por meio da parcela acionária. Trata-se de uma engenharia financeira desenhada para proteger valor no longo prazo.
Casos de empresas que enfrentam dificuldades por falhas na gestão financeira são frequentes. De startups a grandes corporações, o desafio envolve manter controle rigoroso das finanças e tomar decisões estratégicas baseadas em dados. Essa responsabilidade não se limita à alta liderança. Profissionais de diferentes áreas que dominam fundamentos financeiros ampliam sua relevância e potencial de crescimento na carreira.
O programa é direcionado a quem busca aprofundar conhecimentos em gestão financeira e se destacar em um mercado competitivo. Ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a conteúdos sobre análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.
Entre os diferenciais estão conteúdo desenvolvido por especialistas, carga horária de três horas, programa atualizado, certificado de conclusão, aulas virtuais com sessão de perguntas e respostas, interação com outros profissionais e estudos de caso de mercado.
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📌 Fonte original: https://exame.com/negocios/o-modelo-financeiro-que-promete-t…
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