Para salvar a Copa-2026, Fifa precisa levar jogos do Irã para fora dos EUA

Para salvar a Copa-2026, Fifa precisa levar jogos do Irã para fora dos EUA

📅 01/03/2026 06:35
📰 Fonte: Esportes – rss.uol.com.br

Para salvar a Copa-2026, Fifa precisa levar jogos do Irã para fora dos EUA

Um mês e meio atrás, escrevi aqui neste mesmo espaço que já estava ficando quase impossível acreditar que o Irã teria condições de participar normalmente da Copa do Mundo-2026.

Desde então, a presença persa no torneio ficou umas 500 vezes mais complicada. Afinal, se lá atrás, as agressões entre o país dos aiatolás e os Estados Unidos, principal sede da competição prevista mais o meio deste ano, eram exclusivamente verbais, agora elas evoluíram para bombardeios.

É diante desse cenário de guerra, que ninguém sabe quais rumos irá tomar e quanto tempo irá durar, que a Fifa será forçada a agir para assegurar uma competição minimamente dentro da normalidade.

Nesse momento, a única arma da qual a entidade dispõe para tentar preservar um Mundial com a presença de todas as seleções classificadas dentro de campo é retirar os jogos do Irã dos EUA e transferi-los para Canadá ou México, as duas outras sedes do torneio.

Pelo sorteio realizado no final do ano passado, todas as partidas iranianas na fase de grupos estão previstas para o território norte-americano: a seleção asiática joga duas vezes na região de Los Angeles (contra Nova Zelândia e Bélgica) e depois vai a Seattle encarar o Egito.

Os possíveis chaveamentos dos persas no caso de uma eventual classificação para os mata-matas também preveem 100% dos compromissos nos EUA . Mas, sejamos francos, é difícil de imaginar que eles consigam avançar além das oitavas de final.

É verdade também que manipular a tabela da Copa-2026 para ajudar na participação do Irã traria problemas de ordem econômica e logística para Fifa, outras seleções e mesmo torcedores que já estão se organizando para acompanhar a competição.

Mas os danos de ter um Mundial com uma equipe a menos (e consequentemente três partidas canceladas) ou com uma equipe convidada de última hora para tapar buraco seriam muito mais expressivos.

Mesmo que essa seja uma guerra de tiro curto e termine já nos próximos dias, ela deixará muitos mortos e cicatrizes abertas que inviabilizaram uma participação “normal” do Irã na Copa.

Ainda que os EUA tenham sucesso no seu desejo de provocar uma mudança de regime no Irã, boa parte da população continuará considerando Donald Trump e seus compatriotas como inimigos mortais. E isso inclui jogadores que teriam de viajar à América para disputar o torneio.

Ou seja, simplesmente ficar sentada esperando ver o que acontece não deveria ser uma opção para a Fifa. Afinal, o que está em jogo é simplesmente aquele que é o seu maior produto.

A Copa-2026 é a sétima edição do torneio de futebol mais importante do planeta para a qual o Irã consegue se classificar, a quarta consecutiva.

A seleção asiática jamais ultrapassou fase de grupos e venceu só obteve três vitórias até hoje, uma delas curiosamente contra os Estados Unidos, em 1998, confronto que ficou conhecido como “jogo da paz” dada a inimizade que já existia entre os dois países na época -também ganhou de Marrocos, em 2018, e de Gales, no Mundial passado.

Desta vez, os iranianos estão no Grupo G da competição. Eles estreiam contra a Nova Zelândia e na sequência enfrentam Bélgica e Egito.

A Copa-2026 será a mais grandiosa já realizada. Pela primeira vez na história, terá seus jogos espalhados por três países diferentes.

Também estabelecerá novos recordes de número de seleções participantes (48, contra 32 dos últimos sete Mundiais), jogadores inscritos (a tendência é que passem de 1.200) e partidas disputadas (104).

O pontapé inicial do torneio está marcado para 11 de junho e será dado no estádio Azteca, na Cidade do México, com a partida entre a seleção da casa e a África do Sul. Já a final, será nos EUA, em Nova Jérsei, no dia 19 de julho.

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📌 Fonte original: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/rafael-reis/2…

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