Piracicaba passa a oferecer ambulatório de cuidados paliativos pelo SUS

Piracicaba passa a oferecer ambulatório de cuidados paliativos pelo SUS

📅 28/02/2026 02:57
📰 Fonte: Geral – g1.globo.com

Atendimentos serão realizados no Centro Integrado de Saúde — Foto: Prefeitura de Piracicaba

Piracicaba (SP) começou a oferecer, nesta semana, atendimento especializado em cuidados paliativos na rede pública de saúde.

O serviço funciona no Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi (CIS-UAM), na Rua Silva Jardim, 1700, no bairro Alto, e recebe pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a prefeitura, o ambulatório é voltado a pessoas com doenças graves e ameaçadoras à vida, inclusive sem possibilidade de cura, com foco no controle de sintomas, na redução do sofrimento e na melhoria da qualidade de vida ao longo da trajetória da doença.

Nesta sexta-feira (27), no mesmo centro de saúde, a prefeitura inaugurou um Ambulatório de Epilepsia para atender rede pública de saúde.

Piracicaba inaugura ambulatório de cuidados paliativos pelo SUS

Em 2022, o executivo do setor imobiliário Wellington Melo Heiden recebeu o diagnóstico de câncer colorretal em estágio avançado. Ele passou por cirurgia, mas a doença já havia se espalhado e houve complicações durante a quimioterapia.

“Eu tive uma trombose extensa que veio da veia cava que vai para o coração, travou da veia cava até minha panturrilha, não circulava sangue. Eu fiquei sete dias internado tomando três injeções na barriga por dia. O médico me deu um ano e meio de vida, no máximo”, conta o paciente.

“Eu tive uma trombose extensa que veio da veia cava que vai para o coração, travou da veia cava até minha panturrilha, não circulava sangue. Eu fiquei sete dias internado tomando três injeções na barriga por dia. O médico me deu um ano e meio de vida, no máximo”, conta o paciente.

Atualmente, Wellington é paciente de cuidados paliativos. Segundo a Secretaria de Saúde, somente em 2025 foram realizados 12.907 atendimentos desse tipo no estado de São Paulo.

A médica paliativista Samantha Nikolaides Balloni explica que o acompanhamento não se restringe aos momentos finais da vida.

“O mais importante é que a gente não está vendo esses pacientes só na finitude, porque a maior parte são vistos quando eles estão nas internações e provavelmente encaminhando mesmo para a sua terminalidade. Mas a gente entende que pode ajudar ele durante a trajetória da doença”, exmplica a médica.

“O mais importante é que a gente não está vendo esses pacientes só na finitude, porque a maior parte são vistos quando eles estão nas internações e provavelmente encaminhando mesmo para a sua terminalidade. Mas a gente entende que pode ajudar ele durante a trajetória da doença”, exmplica a médica.

Seggundo ela, desde o diagnóstico é possível ter ideia de como as doenças vão se comportar ao longo do tempo. “E se a gente está junto antes, a gente consegue pensar nos melhores caminhos”, afirma.

O acesso ao ambulatório ocorre por encaminhamento da rede municipal, principalmente a partir das unidades de Atenção Primária à Saúde. Após avaliação, o agendamento é feito pela Central de Regulação da prefeitura.

De acordo com a administração municipal, a proposta é estruturar um modelo ambulatorial integrado à rede pública, ampliando o acesso precoce aos cuidados paliativos e evitando internações que poderiam ser reduzidas com acompanhamento adequado.

Os cuidados paliativos são indicados desde o diagnóstico de doenças graves e podem ocorrer junto a tratamentos como quimioterapia ou outras terapias. Além do paciente, o atendimento também envolve familiares.

Para Wellington, o acompanhamento representa uma nova forma de olhar para a vida.

“Comecei a ver a vida e o mundo de outra forma. Tenho um neto de 10 anos que é minha inspiração, que é tudo para mim. Eu penso nele todas as vezes que eu levanto, falo assim, eu quero ver ele crescer. Passar um pouquinho da minha vida para ele”, diz o paciente.

“Comecei a ver a vida e o mundo de outra forma. Tenho um neto de 10 anos que é minha inspiração, que é tudo para mim. Eu penso nele todas as vezes que eu levanto, falo assim, eu quero ver ele crescer. Passar um pouquinho da minha vida para ele”, diz o paciente.

📌 Fonte original: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/02/27…

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