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Hollywood


Susan Sarandon diz ter sido banida de Hollywood por pedir cessar-fogo em Gaza

  • Após demissão, atriz procurou oportunidades na Europa
  • Ela diz estar se especializando em filmes independentes

São Paulo

Nesta sexta-feira, em uma coletiva de imprensa do Prêmio Goya, considerado o Oscar da Espanha, a atriz e ativista americana Susan Sarandon afirmou ter sido banida de Hollywood após se posicionar a favor de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, que vive em guerra com Israel desde outubro de 2023.

“Fui demitida pela minha agência, especificamente por participar das marchas e me manifestar sobre Gaza, por pedir um cessar-fogo”, disse Sarandon, que chegou a participar da mesma flotilha da ativista Greta Thunberg, que tentou romper o bloqueio naval de Israel à Faixa de Gaza. A atriz chegou a se desculpar por comentário antissemitas em um protesto.

Susan Sarandon em protesto
Susan Sarandon em meio a protestos em Nova York

@susansaradon no Instagram

“Tornou-se impossível para mim até mesmo aparecer na televisão. Não conseguia fazer nenhum grande filme ou qualquer coisa ligada a Hollywood“, afirmou a atriz. “No momento, estou me especializando em filmes pequenos com diretores que nunca dirigiram antes, em filmes independentes.”

Após a demissão, Sarandon diz que começou a buscar oportunidades na Europa. Ela acabou de fazer um filme na Itália, e também protagonizou por alguns meses a peça “Old Vic”, em Londres.

“Conheço um diretor italiano que me contratou recentemente —ele foi avisado para não me contratar, então isso ainda é recente”, contou ela na coletiva de imprensa. “Ele não deu ouvidos, mas essa conversa aconteceu.”

A atriz ainda elogiou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez pelo seu apoio a Gaza. “Em um lugar onde se sente repressão e censura, ver a Espanha, o presidente e o que ele diz, o apoio que ele demonstra em relação a Gaza, e ver atores como Javier Bardem se manifestando com tanta força, é muito importante para nós, nos Estados Unidos“, disse.

Na noite deste sábado, Saradon recebeu o Prêmio Goya Internacional pelo conjunto da obra da sua carreira, que inclui filmes como “Os Últimos Passos de um Homem” (1995) e “Atlantic City” (1980).

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