USP e Museu das Favelas unem o decolonialismo de Frantz Fanon à tecnologia em disciplina especial
USP e Museu das Favelas unem o decolonialismo de Frantz Fanon à tecnologia em disciplina especial
📰 Fonte: Geral – rss.uol.com.br
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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O Museu das Favelas e a Universidade de São Paulo abriram inscrições para a disciplina especial de pós-graduação “Racismos e fundamentalismos na era da iconomia: Frantz Fanon e a crítica das imagens nas tecnologias digitais”. O início das aulas online está previsto para 9 de março deste ano, e os encontros serão realizados das 19h às 23h.
Com carga horária de 120 horas e oferecida em formato remoto, a disciplina será oferecida no período noturno e visa aprofundar a investigação sobre a supremacia das tecnologias digitais, utilizando a articulação de Fanon sobre corpo, olhar e descolonização do ser.
As inscrições, realizadas até este sábado (28), estão abertas a ouvintes de áreas como ciências sociais, filosofia, comunicação, psicologia, antropologia, engenharias, entre outros. Estudantes vinculados à USP devem se aplicar através do sistema oficial da Universidade. Já participantes externos podem se inscrever enviando email para schwartz@usp.br.
Vinculada ao Programa de Pós-Graduação Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da USP, a disciplina será coordenada pelo professor da Escola de Comunicações e Artes da USP Gilson Schwartz, pela coordenadora de comunicação do Museu das Favelas Priscilla Fenics, e pelo artista Nelson Crisóstomo.
“O Nelson tem uma relação profunda com as histórias periféricas no Rio de Janeiro. Ele é um artista visual que trabalha a relação entre arte e tecnologia, além de pesquisar Fanon, formando essa tríade e ampliando perspectivas”, conta Priscilla.
A formação irá integrar a exposição “Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon“, em cartaz no Museu das Favelas até maio, como um dos eixos da disciplina. O objetivo é transformar o espaço museológico em um laboratório crítico, onde os conteúdos curatoriais e dispositivos expositivos se tornam material primário de análise.
“Construir uma exposição envolve uma pesquisa gigantesca, às vezes de anos, e esse movimento de expandir a exposição para a academia, acrescentando essa centralidade metodológica e epistemológica dentro de uma disciplina, torna o processo inovador”, afirma a coordenadora.
Para ela, o curso abre oportunidade para que pessoas da sociedade civil reverbere a essência curatorial da exposição ao discutir futuros a partir da realidade de pessoas negras, indígenas e periféricas.
“O curso busca um horizonte de entendimento dos radicalismos. Nossos estudos prezam pela diversidade, inclusive de pontos de vista de diferentes tipos de fundamentalismo”, explica o professor Gilson Schwartz.
De acordo com ele, é o fundamentalismo que se insere em correntes políticas, ideológicas e até religiosas, “ele é uma postura que não passa exclusiva ou necessariamente pelo conceito de raça. Você pode ser um fundamentalista religioso, você pode ser um fundamentalista em princípios econômicos. A disciplina buscará, portanto, entender a origem desses ódios radicais.
“Como um curso de pós-graduação, a perspectiva é abrir horizontes, fazer com que os diálogos aconteçam, entender esses pensadores, o contexto em que eles produziram sobre racismo, fundamentalismo e a economia”, diz ele.
Ao final do programa, os estudantes produzirão um glossário colaborativo de pesquisa que será publicado pelo Museu das Favelas e pelo projeto Quilombo Inteligente. “
Inscrições: até 28 de fevereiro
Estudantes vinculados à USP: por meio do sistema oficial da Universidade (verificar o período de matrícula na Pós-Graduação FFLCH)
Ouvintes: pelo e-mail schwartz@usp.br
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📌 Fonte original: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/02/usp-e-m…
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