Vieira negocia com chanceleres assistência a brasileiros no Oriente Médio

Vieira negocia com chanceleres assistência a brasileiros no Oriente Médio
Resumo

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou hoje por telefone com chanceleres de países do Oriente Médio para debater a situação dos brasileiros localmente em meio à guerra no Irã.
O que aconteceu
Vieira conversou com pares do Kuwait, dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia. Segundo o Itamaraty, o chanceler perguntou sobre a situação dos três países, todos atacados pelo Irã, em retaliação aos ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel ao país persa no fim de semana.
O brasileiro também quis debater a situação dos brasileiros localmente. Em meio aos ataques, a malha aérea de grande parte do Oriente Médio tem sido interrompida, o que causou caos em aeroportos, cancelamentos de centenas de voos e ilhado turistas e visitantes do mundo inteiro.
Até então, o Itamaraty não fez nenhum processo de retirada de compatriotas. A media, usada para retirar brasileiros de áreas de perigo, foi adotada, por exemplo, durante a invasão da Rússia pela Ucrânia, em 2022, e da Palestina por Israel, em 2024.
Brasileiros têm narrado momentos de desespero e apreensão. O escritor Gian Gigi Spina relatou ao UOL o momento em que estava na casa de uma amiga, em Dubai, na noite de domingo (no horário local), e presenciou três mísseis iranianos no céu da região. Ele, que viajou aos Emirados Árabes a trabalho, tem tentado escapar das zonas de conflito.
O governo brasileiro tem acompanhado a situação “com atenção”. O Itamaraty considera que a transição de poder “não será nada fácil” e poderá ter impactos globais mais profundos do que os outros conflitos atuais e não mostra confiança na expectativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o conflito seja breve.
Os mísseis e drones lançados pelo Irã alcançaram regiões dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã, Bahrein, Kuwait e Qatar. Em Dubai, o segundo aeroporto mais movimentado do mundo foi afetado com evacuação parcial e interrupção total de voos, e quatro funcionários ficaram feridos. Hotéis cinco estrelas e torres de prédios pegaram fogo, atingidos por alguns dos mais de 200 drones e 137 mísseis balísticos que visaram apenas os Emirados Árabes, segundo o Ministério da Defesa iraniano.
Quase todos os estados do Golfo têm algo em comum: garantias de segurança dos Estados Unidos e bases militares norte-americanas. A estratégia do governo iraniano visa impor custos iniciais e substanciais aos seus vizinhos e à estabilidade geral na região.
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📰 Fonte: UOL Notícias
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Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 03/03/2026 às 17:58

















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