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Ao menos 176 crianças foram mortas no Irã desde sábado, diz agência

Ao menos 176 crianças foram mortas no Irã desde sábado, diz agência
Ao menos 176 crianças foram mortas no Irã desde sábado, diz agência

Ao menos 176 crianças foram mortas no Irã desde sábado, diz agência

Pelo menos 742 pessoas —entre elas, 176 crianças— foram mortas no Irã desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel, ocorrido no sábado (28), segundo relatório produzido por agência ligada à organização de direitos humanos.

O que aconteceu

Relatório foi feito pela Human Rights Activists News Agency (Hrana). Pelo menos 85 pessoas foram mortas somente nas últimas 24 horas. Outras 624 mortes relatadas estão em processo de revisão, aguardando verificação e classificação. Já o número de civis feridos chega a 971 pessoas, incluindo 115 crianças.

Organização aplica metodologia de verificação que se baseia na comparação de relatórios. Os números são baseados em fontes de campo, locais, contatos médicos e de emergência e material disponível em fontes abertas.

Human Rights Activists News Agency é agência de notícias focada em direitos humanos no Irã. Ela está associada à organização Human Rights Activists in Iran (HRAI), ONG (organização não governamental) focada em monitorar violações de direitos humanos no país.

Irã protesta contra ataques dos EUA e Israel

Autoridades iranianas se queixam de ataques a escolas e hospitais. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que instalações hospitalares e escolas foram afetadas por ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos e Israel no país.

Há também relatos de danos a residências e a edifícios religiosos. Entre eles, uma mesquita em Karaj, cidade próxima a Teerã.

[Os Estados Unidos e Israel] seguem atacando indiscriminadamente áreas residenciais, sem poupar hospitais, escolas, instalações da Cruz Vermelha ou monumentos culturais. Esmaeil Baghaei, em declaração reproduzida pela TV Al Jazeera

EUA confirmam mais 1 mil alvos iranianos

Americanos atacaram pelo menos 1.250 alvos apenas nas primeiras 48 horas de guerra contra o Irã. Os números foram divulgados hoje pela Centcom (Central de Comando dos Estados Unidos). Os alvos incluem o quarto-general da Guarda Revolucionária Islâmica, centros de comando e controle, locais de mísseis balísticos e navios da marinha iraniana.

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Operação iniciou na madrugada do dia 28 de fevereiro. Os recursos militares utilizados pelos EUA, segundo a Centcom, incluem bombardeiros B-1, caças F-16, porta-aviões de propulsão nuclear e destróieres de mísseis guiados.

Entenda o ataque coordenado

EUA e Israel lançaram na madrugada de sábado um ataque coordenado contra o Irã, que declarou ter retaliado atacando bases militares americanas no Oriente Médio. Trump disse que o objetivo da ação era defender o povo americano.

Explosões também foram ouvidas em outras quatro cidades do Irã (Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah). As autoridades suspenderam o tráfego aéreo no país, enquanto serviços de telefonia e internet apresentam falhas graves, segundo jornalistas locais.

Em resposta ao ataque, forças iranianas lançaram mísseis contra Israel, que imediatamente fechou o espaço aéreo e declarou estado de emergência. Por precaução, escolas e prédios públicos em Jerusalém permanecerão fechados até a tarde de segunda-feira (2).

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Locais em Teerã, capital do Irã, atingidos por ataques coordenados dos EUA e de Israel
Locais em Teerã, capital do Irã, atingidos por ataques coordenados dos EUA e de Israel Imagem: AFP

A Força Aérea de Israel informou que interceptou mísseis do Irã. Israel detectou o ataque após tomar medidas de segurança contra possíveis retaliações. “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar as ameaças”, informaram as Forças Armadas israelenses.

Irã retaliou instalações militares dos EUA, afirmou autoridade americana. Até o momento, foram alvejadas instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque.

Trump diz ter alertado Irã antes de guerra

O líder norte-americano disse que o Irã não acatou suas recomendações anteriores. “Avisamos para não tentarem reconstruir as instalações em uma nova localização, mas eles ignoraram as ordens e continuaram a fazer as armas nucleares”, falou em coletiva de imprensa sobre a operação militar.

Mais cedo, em entrevista ao New York Post, Trump disse não descartar uso de tropas terrestres. “Não me acovardo em relação às tropas no terreno, como todos estes presidentes que dizem: ‘Não haverá tropas no terreno’. Eu digo que provavelmente não precisamos delas, mas usaremos, se for necessário”.

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O governo iraniano teria se recusado a cessar sua busca por armas nucleares. “O regime já possuía mísseis capazes de atingir a Europa e nossas bases, tanto locais quanto no exterior, e em breve teria mísseis capazes de atingir nossa bela América”, disse ele. Irã, por outro lado, nega as acusações.

Trump sintetizou quatro objetivos principais da guerra. Seriam eles: destruir a capacidade de produção de mísseis do Irã, aniquilar a marinha, impedir que obtenham armas nucleares e acabar com o financiamento iraniano de grupos terroristas na região.

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📰 Fonte: UOL Notícias

🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2…

Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 03/03/2026 às 03:04

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