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Apagão em Cuba: dois terços da ilha estão sem energia, inclusive Havana

Apagão em Cuba: dois terços da ilha estão sem energia, inclusive Havana

📅 05/03/2026 06:15
📰 Fonte: Geral – g1.globo.com

Trump trava campanha de pressão econômica contra Cuba e impede venda de petróleo

Dois terços de Cuba, incluindo a capital Havana, ficaram sem energia elétrica nesta quarta-feira (4), devido a uma falha na rede nacional. A ilha passa por aguda crise econômica, agravada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.

A rede elétrica cubana sofre cortes de abastecimento regulares devido ao envelhecimento de sua infraestrutura e à escassez de combustível. Desde o fim de 2024, a ilha de 9,6 milhões de habitantes passou por cinco apagões generalizados.

A União Nacional Elétrica (UNE) informou que a “desconexão do Sistema Eletroenergético Nacional (SEN)” ocorreu às 12h41 locais (14h41 no horário de Brasília) no oeste e no centro do país. Segundo a UNE, uma caldeira da usina Antonio Guiteras, a cerca de 100 km da capital, sofreu avarias que causaram o apagão. Dez das 15 províncias do país foram afetadas.

“Todos os protocolos para o restabelecimento do SEN já estão ativados”, assegurou o Ministério de Energia e Minas no X.

Semáforos estão apagados em Havana nesta quarta-feira — Foto: Yamil Lage/AFP

Além dos apagões generalizados, os cubanos enfrentam longos cortes programados diariamente. A capital tem registrado desligamentos de mais de 10 horas. Nas províncias, os cortes podem se prolongar por mais de um dia.

As interrupções de energia se agravaram desde que o governo do presidente americano Donald Trump impôs um bloqueio energético após a derrubada do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Havana. As pressões de Washington para interrupção dos envios de petróleo de Caracas também impactam a ilha.

Desde 9 de janeiro, nenhum petroleiro chegou a Cuba, o que obrigou o governo de Miguel Díaz-Canel a adotar medidas drásticas de economia, incluindo a suspensão da venda de diesel e o racionamento da gasolina, assim como a redução de alguns serviços de atendimento hospitalar.

Para justificar essa política, Washington cita a “ameaça excepcional” que Cuba, uma ilha caribenha situada a 150 km da costa da Flórida, representa para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Entre 1º de janeiro e 15 de fevereiro, a disponibilidade de energia elétrica no país foi reduzida em 20% em comparação com 2025, ano em que Cuba mal conseguiu cobrir metade de suas necessidades, segundo dados oficiais coletados e analisados pela AFP.

As oito usinas termelétricas do país, quase todas inauguradas nas décadas de 1980 e 1990, sofrem avarias com regularidade ou precisam permanecer fechadas por longos períodos de manutenção. Em fevereiro, toda a região oriental da ilha, onde fica Santiago de Cuba, a segunda cidade do país, ficou no escuro devido a outra falha na rede.

O governo cubano afirma que as sanções dos Estados Unidos o impedem de reparar sua rede elétrica, mas economistas apontam uma falta crônica de investimento do Estado nesse setor.

O apagão desta quarta-feira caiu como um balde de água fria sobre os cubanos, que diariamente lidam com limitações de transporte e uma inflação galopante.

“É imprevisível quando será restabelecida [a eletricidade] e é bem trabalhoso só de pensar nessa situação”, disse Beatriz Barrios, de 47 anos, trabalhadora do setor de turismo.

Alfredo Menéndez já não sabe mais como pedir a Deus “que aconteça algo que […] melhore a vida” dos cubanos, porque “isso já não é vida”.

“Estamos vivendo assim, na incerteza”, afirmou o aposentado de 67 anos.

“Estamos vivendo assim, na incerteza”, afirmou o aposentado de 67 anos.

Como consequência da crise energética, o transporte público na ilha foi substancialmente reduzido. O preço da passagem dos poucos táxis privados que ainda circulam em Havana e dos triciclos elétricos que servem de transporte coletivo, assim como o de alguns alimentos, dobrou.

📌 Fonte original: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/04/dois-tercos-de…

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