CPI do Crime Organizado cancela sessão, após prisão de Vorcaro e cunhado

CPI do Crime Organizado cancela sessão, após prisão de Vorcaro e cunhado
Resumo

A CPI do Crime Organizado cancelou a sessão que ocorreria na manhã de hoje, após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel pela Polícia Federal.
O que aconteceu
Sessão ouviria depoimentos dos dois, alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero. Zettel e Vorcaro, no entanto, já haviam conseguido habeas corpus junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) que os desobrigava a comparecer à CPI.
Em decisão de ontem, Mendonça deixou a cargo de Vorcaro a decisão de comparecer. Caso ele escolhesse ir, poderia permanecer em silêncio e não produzir provas contra si. Vorcaro já havia sinalizado que só compareceria à oitiva na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado), marcada para o próximo dia 10.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou a decisão de Mendonça, antes de saber das prisões. “Esse tipo de decisão acaba permitindo que o próprio investigado escolha se quer ou não prestar esclarecimentos à sociedade, uma evidente inversão de papéis”, disse em nota.
Prisões
Vorcaro foi preso hoje em São Paulo, por ordem de André Mendonça. Também foi preso o cunhado do banqueiro, o empresário Fabiano Zettel, que se entregou às autoridades na sede da corporação na capital paulista. Outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão foram cumpridos, nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
PF encontrou mensagens em que o banqueiro planejava ações contra quem considerava seu adversário —entre eles, o jornalista Lauro Jardim. Em uma das conversas, Vorcaro diz que gostaria de “quebrar todos os dentes” do colunista.
Conversas embasaram o pedido da PF ao Supremo para que o banqueiro fosse preso novamente. Vorcaro integrava um grupo chamado “A Turma”, em um aplicativo de conversas, no qual as ações eram discutidas
Vorcaro também se valia do serviço de policiais aposentados para o monitoramento de adversários, segundo a investigação. Segundo a PF, o objetivo da operação de hoje “é investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.
Servidores do BC são afastados
Dois funcionários concursados do BC (Banco Central) foram afastados hoje. Servidores de carreira, eles tiveram as respectivas atuações suspensas por determinação judicial.
Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana já tinham deixado cargos de chefia em departamentos que se envolveram em diferentes processos internos relacionados ao Banco Master. As investigações contaram com o apoio do BC, informou a PF.
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📰 Fonte: UOL Notícias
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Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 04/03/2026 às 11:00















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