Defesa de Lulinha pede que decisão de Dino que suspende sigilo sirva a ele

Defesa de Lulinha pede que decisão de Dino que suspende sigilo sirva a ele

Resumo
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), pediu hoje que a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu a quebra do sigilo da lobista Roberta Luchsinger, sirva para ele.
O que aconteceu
O pedido foi enviado nesta tarde ao STF, após decisão de Dino. Como Luchsinger, Lulinha é investigado pela CPMI do INSS, que determinou ontem a abertura dos sigilos bancário e fiscal de ambos.
“Os fundamentos da concessão [de Dino] são todos aplicáveis a Fábio Luís”, argumenta o advogado Guilherme Santos, em nota. Segundo a defesa, Lulinha teve “seu sigilo quebrado pela votação ‘em globo’, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”.
A liminar será analisada pelo plenário do STF, determinou Dino. A decisão atendeu a um pedido da defesa da lobista, que alegou que a CPMI aprovou, em 26 de fevereiro, 87 requerimentos de uma só vez —em votação simbólica e “em globo”—, sem análise individualizada ou fundamentação específica para cada medida.
No despacho, Dino suspendeu o ato impugnado pela defesa, ou seja, a votação como um todo. Para o ministro, a aprovação em bloco de dezenas de requerimentos —entre eles quebras de sigilo bancário e fiscal, convocações de testemunhas e pedidos ao Coaf— viola garantias constitucionais.
Santos diz que Lulinha fornecerá “de forma voluntária os documentos bancários e fiscais nos autos do procedimento adequado” à Justiça e critica a ação da CPMI. “Colaborar com a investigação tutelada pelo judiciário não significa aceitar qualquer medida ilegal tomada em ambiente intrinsecamente político, marcado por intensa exposição midiática e, em período pré-eleitoral, suscetível a usos indevidos”, diz a nota.
A decisão de Dino irritou membros da CPMI, que estuda recorrer ao STF. “Eu recebo com profunda indignação e enorme preocupação institucional a decisão liminar proferida pelo ministro Flávio Dino”, reclamou o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI.
Roberta Luchsinger foi alvo da operação Sem Desconto. Segundo a PF, ela integraria o núcleo político do grupo liderado pelo Careca do INSS e teria atuado na movimentação de valores e na gestão de estruturas empresariais usadas, em tese, para ocultação de patrimônio.
Segundo a PF, há três menções ao nome de Lulinha nos autos. Um ex-sócio de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou que ele seria “sócio” do lobista em projeto ligado à cannabis medicinal e teria recebido R$ 25 milhões para um negócio de “kits de dengue”, além de uma suposta “mesada” de R$ 300 mil.
📰 Fonte: UOL Notícias
🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/0…
Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 04/03/2026 às 19:30















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