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Eclipse solar gera ‘anel de fogo’ registrado por satélite europeu

  • Fenômeno ocorreu quando a Lua estava em ponto mais distante de sua órbita
  • Três eclipses totais serão visíveis de regiões populosas ainda neste ano

São Paulo

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) registrou, na última terça-feira (17), um eclipse solar anular, quando a Lua passou diretamente entre o Sol e a Terra. Porém, como o satélite natural estava em um ponto mais distante de sua órbita em relação ao nosso planeta, não foi suficiente para encobrir totalmente o Sol, gerando um efeito de “anel de fogo”.

O fenômeno foi registrado pelo imageador em ultravioleta da espaçonave Solar Orbiter, que observa o Sol em comprimentos de onda de 17,4 nanômetros.

Eclipse solar mostrando o disco escuro da lua cobrindo o sol, com a coroa solar brilhante em amarelo ao redor.
Registro do efeito ‘anel de fogo’, quando a Lua ficou entre o Sol e a Terra, na última terça-feira (17), feito pelo satélite Proba-2 da Agência Espacial Europeia

ESA/Observatório Real da Bélgica

Na Terra, a faixa de anularidade passou pela Antártida. Outras regiões, como o extremo sul do Chile e da Argentina e sul da África, observaram o eclipse de forma parcial.

Ainda neste ano, ocorrerão mais três eclipses. O primeiro e mais próximo é um eclipse lunar total (quando a Terra fica entre a Lua e o Sol) no próximo dia 3, que poderá ser visto das Américas, da Austrália e de parte da Ásia.

Depois, em 12 de agosto, um eclipse solar total será visível da Groenlândia, Islândia e Espanha. Já entre os dias 27 e 28 de agosto, um eclipse lunar parcial poderá ser observado das Américas, parte da Europa, África e Ásia.

Nos anos seguintes, está previsto um eclipse solar total, no dia 2 de agosto de 2027, visível do sul da Espanha, do norte da África e do Oriente Médio, um eclipse anular em 26 de janeiro de 2028, visível da América do Sul, Portugal e Espanha, e um eclipse total em 22 de julho de 2028, que terá uma visão parcial em partes da Austrália, Nova Zelândia, sul da Ásia e Antártida.

Com informações da ESA

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