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Governo Lula busca na Índia diminuir déficit de insumos farmacêuticos e tecnologia

  • Ministério da Saúde fará investimento de R$ 10 bi na próxima década em medicamentos para o câncer
  • Acordos envolveram a pasta, instituições públicas e farmacêuticas privadas

Nova Déli

Diversos empresários e membros do governo que atuam na área da saúde acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Nova Déli, na Índia, com a expectativa de diminuir o déficit de insumos, entre eles o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), no Brasil, e trazer a tecnologia indiana para a indústria brasileira.

Estimativas apontam que o Brasil produz apenas 5% do que precisa na indústria, tendo a China, líder mundial, e a Índia como principais fontes.

Dois homens sentados próximos, um de terno preto, camisa branca e gravata azul, usando óculos, fala com o outro homem de camisa vermelha. Fundo desfocado com cores claras.
Ministro Alexandre Padilha conversa com o presidente Lula em Brasília

Evaristo Sa/AFP

Membros da pasta da Saúde, entre eles o ministro Alexandre Padilha, participaram da missão com o objetivo de estabelecer transferência de tecnologia para necessidades estratégicas do SUS (Sistema Único de Saúde), como medicamentos, vacinas e biotecnológicos.

Entre as empresas que acompanham a comitiva, o setor da saúde é um dos mais representados. Além da Índia, a viagem contou também com uma passagem do presidente por Seul, na Coreia do Sul.

Segundo Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo Farma Brasil, que representa farmacêuticas, uma das vulnerabilidades que o Brasil tem de enfrentar é a falta de IFAs.

“Então, o fato de você, com esses insumos importados produzidos no Brasil, significa que está produzindo medicamentos de grande qualidade, baratos para os brasileiros”, declarou.

“As empresas têm ido sistematicamente à Índia, à China, obviamente também à Europa e aos Estados Unidos, sempre na busca de oferecer aos brasileiros medicamentos cada vez melhores e que ampliem o acesso da população.”

O déficit de IFAs, por exemplo, foi um dos principais gargalos no Brasil e no mundo durante a pandemia de coronavírus, devido à necessidade desses produtos para a fabricação de vacinas contra a Covid. No caso da Coronavac, por exemplo, o insumo era importado da China, deixando o país dependente da disponibilidade da nação asiática para a fabricação dos próprios imunizantes.

Padilha também assinou três parcerias para o desenvolvimento de medicamentos oncológicos para o SUS, em um acordo que pode chegar a R$ 10 bilhões de investimento do Ministério da Saúde nos próximos dez anos.

O valor será usado para a compra de medicamentos para câncer de mama, pele e leucemia. Como parte da parceria, a execução envolve empresas privadas brasileiras e indianas, como a Bionovis e a Dr. Reddy’s Laboratories, além de parceiros públicos, como a Bahiafarma.

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