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Irmão do rei Charles, Andrew é libertado após ser preso por conduta imprópria relacionada a Epstein

Irmão do rei Charles, Andrew é libertado após ser preso por conduta imprópria relacionada a Epstein
Irmão do rei Charles, Andrew é libertado após ser preso por conduta imprópria relacionada a Epstein

Irmão do rei Charles, Andrew é libertado após ser preso por conduta imprópria relacionada a Epstein

Por Phil Noble e Marissa Davison e Michael Holden

AYLSHAM, Inglaterra, 19 Fev (Reuters) – O irmão mais novo do rei Charles, Andrew Mountbatten-Windsor, foi libertado da custódia policial na noite (horário local) desta quinta-feira, após ser preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, devido a alegações de que ele teria enviado documentos confidenciais do governo a Jeffrey Epstein.

Mountbatten-Windsor, ​que completou 66 anos nesta quinta-feira, foi interrogado durante todo o dia por detetives da Polícia do ​Vale do Tâmisa, que neste mês anunciou estar investigando alegações de que ele teria repassado documentos ao falecido criminoso sexual enquanto trabalhava como enviado comercial.

A prisão de um membro sênior da realeza, oitavo na linha de sucessão ao trono, é algo sem precedentes nos tempos modernos.

“Recebi com profunda preocupação a notícia sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público”, disse o rei Charles em um comunicado.

Uma testemunha da ​Reuters viu o príncipe Andrew saindo de uma delegacia de polícia ⁠em Aylsham, no leste da Inglaterra, onde ​foi recebido por um pequeno grupo de fotógrafos e equipes de televisão, pouco depois das 19h (horário local).

Uma fotografia da Reuters tirada após sua ⁠libertação mostra ele sentado dentro de um carro, aparentando estar abalado.

A Polícia do Vale do Tâmisa disse mais ​tarde que “o homem preso” havia sido “libertado sob investigação”.

“A LEI DEVE SEGUIR SEU CURSO”

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Embora o Palácio de Buckingham não tenha sido informado com antecedência sobre a prisão, Charles disse que as autoridades tinham o “apoio e cooperação total e sinceros” da família.

“Deixe-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso”, disse o monarca em sua declaração.

“Enquanto ‌isso, minha família e eu continuaremos cumprindo nosso dever e servindo a todos ‌vocês.”

O rei visitou um desfile de ​moda em Londres nesta quinta-feira, sem fazer mais comentários públicos.

Mountbatten-Windsor, o segundo filho da falecida rainha Elizabeth, sempre negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e disse que lamenta a amizade entre eles.

Seu gabinete não respondeu a um pedido de comentário e ele não se pronunciou publicamente desde a divulgação de mais de 3 milhões de páginas de documentos pelo governo dos Estados Unidos relacionados a Epstein, que ‌foi condenado por solicitar prostituição de uma menor em 2008.

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Esses documentos sugeriam que Mountbatten-Windsor havia encaminhado a Epstein, em 2010, relatórios sobre o Vietnã, Cingapura e outros lugares que ele havia visitado em viagens oficiais como representante especial do governo para comércio e investimento.

Ele foi forçado a deixar o cargo em 2011, depois que suas ligações estreitas com Epstein vieram à tona.

“Após uma avaliação minuciosa, abrimos agora uma investigação sobre essa alegação de má conduta no exercício de cargo público”, disse o subchefe de polícia do Vale do Tâmisa, Oliver Wright, em um comunicado.

“Entendemos o grande interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento oportuno.”

A prisão marca um novo ponto baixo para o ex-príncipe, que foi forçado a renunciar a todas as funções oficiais da realeza em 2019 devido a suas ligações com Epstein e, em outubro passado, teve seus títulos e honras retirados por seu irmão mais velho, em meio a novas revelações sobre o relacionamento entre os dois.

CARROS POLICIAIS DESCARACTERIZADOS

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Mais cedo, seis carros de polícia descaracterizados e cerca de oito policiais ‌à paisana foram fotografados em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, no leste da Inglaterra, onde Mountbatten-Windsor reside atualmente.

Policiais do Vale do Tâmisa também estavam revistando a mansão na propriedade do rei em Windsor, onde Mountbatten-Windsor morava até ser forçado a sair em meio à indignação com as revelações sobre Epstein.

Embora a prisão signifique que ​a polícia tem suspeitas razoáveis de que um crime foi cometido e que o membro da família real é suspeito de envolvimento em um delito, isso não implica culpa.

Uma condenação por má conduta em cargo público acarreta pena máxima de prisão perpétua e deve ser julgada em uma Corte da ‌Coroa, que lida apenas com os crimes mais graves.

A polícia afirmou anteriormente que a conduta imprópria no exercício de um cargo público, que é um crime de “‘Common Law” (direito consuetudinário) e não está abrangido pela legislação escrita, envolve “complexidades específicas”.

PROCESSO JUDICIAL DE VIRGINIA GIUFFRE

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Em 2022, o irmão do rei chegou a um acordo em um processo civil movido nos Estados Unidos pela falecida ‌Virginia Giuffre, que o acusou de abuso sexual quando ela era adolescente ‌em propriedades pertencentes a Epstein ou seus associados.

A investigação policial atual não está relacionada a essa ou qualquer outra alegação de conduta sexual imprópria.

“Hoje, nossos corações partidos foram aliviados com a notícia de que ninguém está acima da lei, nem mesmo a realeza”, disse a família de ⁠Giuffre, que cometeu suicídio no ano passado, em um comunicado.

Em resposta à prisão mais cedo de Mountbatten-Windsor, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que era uma “vergonha”.

“Acho muito triste. Acho que é muito ruim para a família real”, disse Trump aos repórteres. “É muito, muito triste para mim… ver o que está acontecendo com o irmão dele (do rei Charles).”

Se Mountbatten-Windsor acabar enfrentando acusações criminais, ele se juntará a um grupo muito pequeno de membros da realeza britânica que foram formalmente acusados de crimes.

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Sua irmã mais velha, a princesa Anne, foi multada por excesso de velocidade em 2001 e, no ano seguinte, tornou-se ​a primeira membro da realeza a ser condenada por ​um crime em 350 anos, quando compareceu ao tribunal para se declarar culpada por não ter impedido que um de seus cães, chamado Dotty, mordesse duas crianças.

O rei Charles 1º foi julgado por traição em 1649, no final da Guerra Civil Inglesa, considerado culpado e decapitado.

A investigação por má conduta não é a única acusação contra Mountbatten-Windsor que a polícia está investigando.

O grupo antimonárquico Republic denunciou-o por alegações de que ele esteve envolvido no tráfico de uma mulher para o Reino Unido para fins sexuais em 2010. A Polícia do Vale do Tâmisa disse que estava avaliando as alegações de que uma mulher havia sido levada para um endereço em Windsor, onde o ex-príncipe morava até recentemente.

Parlamentares dos EUA também afirmaram que ele deveria testemunhar perante comissões nos Estados Unidos sobre o que sabia sobre Epstein.

Enquanto isso, o ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown também pediu uma investigação policial sobre a extensão do tráfico de mulheres por Epstein sem as devidas ⁠verificações pelas autoridades no aeroporto Stansted, de Londres, dizendo que isso havia sido negligenciado em inquéritos anteriores sobre Mountbatten-Windsor.

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A polícia de Essex disse na quarta-feira que estava investigando o assunto.

(Reportagem de Phil Noble, Sam Tabahriti e ​Michael Holden em Londres; Reportagem adicional de Catarina Demony e Muvija M em Londres, e Trevor Hunnicutt em Washington)

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📰 Fonte: UOL Notícias

🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2026/02…

Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 19/02/2026 às 18:18

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