Itaquera

Justiça autoriza apreensão de adolescente investigado por estupro coletivo

Justiça autoriza apreensão de adolescente investigado por estupro coletivo
Justiça autoriza apreensão de adolescente investigado por estupro coletivo

Justiça autoriza apreensão de adolescente investigado por estupro coletivo

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a apreensão do adolescente investigado por participação em um estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio.

O que aconteceu

Policiais foram até o endereço do adolescente, mas não o encontraram. A polícia esclareceu que o jovem é considerado foragido. Por se tratar de um menor de 18 anos, a identidade do suspeito não foi divulgada.

A polícia havia pedido a prisão dos quatro envolvidos e a apreensão do adolescente. Mas, em uma primeira decisão, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) avaliou que a análise do caso não configurava hipótese de apreciação em regime de plantão, devendo ser submetida ao juízo natural responsável pelo processo.

Vítima foi alvo de uma “emboscada” arquitetada pelo adolescente, que é seu ex-namorado. No dia do crime, ele teria enviado mensagens para a vítima convidando-a para ir ao apartamento de um amigo em Copacabana.

Adolescente era mentor intelectual de estupro coletivo, diz delegado. Ângelo Lages, responsável pela investigação, explicou que o infrator “tinha a confiança dessas adolescentes. Ele já teve um relacionamento anterior com as duas e, a partir dessa confiança, atraía essas menores.”

Quatro adultos foram presos

02.mar.26 - Polícia Civil do Rio divulgou imagens dos quatro jovens suspeitos de praticar estupro coletivo contra adolescente em Copacabana
02.mar.26 – Polícia Civil do Rio divulgou imagens dos quatro jovens suspeitos de praticar estupro coletivo contra adolescente em Copacabana Imagem: Divulgação

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Os quatro adultos envolvidos no crime são réus e estão presos. Vitor Hugo Simonin, 18, e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18, se entregaram ontem à polícia. Antes, Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, se entregaram na terça-feira.

Vitor Hugo é filho de José Carlos Simonin, subsecretário de Governança, Compliance e Gestão do estado, que foi exonerado do cargo. A secretária Rosangela Gomes afirmou ter recebido as denúncias com indignação, e o governo estadual declarou repudiar o crime.

O Colégio Pedro II, onde Vitor Hugo e o suspeito menor de idade estudam, informou que eles foram expulsos da instituição. Em nota, o colégio afirmou que “procedeu com todas as ações necessárias, incluindo acolhimento à família da vítima”, que também estuda na escola, e que segue o regimento “para desligamento dos estudantes”.

A Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) suspendeu o aluno Bruno Felipe dos Santos Allegretti. Jovem cursa Ciências Ambientais desde o ano passado, no período noturno, e foi suspenso cautelarmente da universidade por 120 dias.

Já João Gabriel Xavier Bertho, que é jogador do Serrano FC, foi afastado do clube de Petrópolis (RJ). Em nota, a equipe fluminense disse que suspendeu o contrato com o jogador diante da “gravidade da situação”. Ele se entregou às autoridades na manhã de hoje.

O que dizem as defesas

Advogado de Vitor Hugo nega que participou do crime. Ângelo Máximo disse que o réu confirmou que estava no apartamento, mas que não tem envolvimento no estupro. “‘Não participei de nada’, foi o que ele me disse”, explicou o advogado à imprensa na saída da delegacia.

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João Gabriel também negou o estupro. Ao UOL, a defesa do réu disse que “confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia”.

Vitor Hugo e Matheus foram apontados como agressores em outros casos. Jovem se apresentou à polícia depois da repercussão do caso e do pedido de prisão dos envolvidos e disse que foi violentada por Vitor Hugo e outros homens que não conseguiu identificar. Outra adolescente relatou ter sido vítima de outro envolvido, Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou ontem à polícia.

O UOL tenta localizar as defesas dos outros dois suspeitos. O espaço segue aberto para manifestação.

Como denunciar violência sexual

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

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Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.

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📰 Fonte: UOL Notícias

🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/…

Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 05/03/2026 às 16:46

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