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Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique



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Mesmo com urgência aprovada, Motta deve atrasar análise de ‘PL do Monjauro’

  • Presidente da Câmara vai priorizar outras pautas nos próximos dias
  • Projeto quer quebrar a patente do medicamento e é criticado pelo setor farmacêutico

Gabriela Echenique

Brasília

O projeto de lei que busca quebrar a patente do Monjauro e do Zepbound só deve ir ao plenário da Câmara dos Deputados após a segunda quinzena de março.

Embalagem branca com detalhes verdes e rosa contendo canetas pré-preenchidas para injeção de tirzepatida, medicamento identificado como Zepbound, dosagem de 10 mg em 0,5 mL para uso subcutâneo.
Caneta emagrecedora: Zepbound

BRENDAN MCDERMID/REUTERS

O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), já definiu a pauta desta semana: o PL Antifaccção, o acordo Mercosul e União Europeia e o projeto do Redata, um regime especial de tributação para serviços de Datacenter.

Para a próxima semana, a ideia é acelerar a tramitação de outros projetos, como a PEC da segurança pública. A discussão sobre a patente de medicamentos só deve ficar mais pra frente.

Um aliado de Motta disse, sob reserva, que não há ambiente para tanta pressa. O projeto, de autoria do deputado Mario Heringer (PDT-MG), teve a urgência aprovada no início do mês.

Homem de terno azul escuro e gravata verde senta em cadeira de couro preta, falando ao microfone em ambiente formal, com outras pessoas ao fundo.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, durante sessão da Câmara dos Deputados.

SERGIO LIMA/AFP

A proposta diz que o preço atual da caneta emagrecedora impede que mais pessoas tenham acesso ao medicamento, além de custar caro ao SUS (Sistema Único de Saúde). O setor farmacêutico critica a proposta e fala em “insegurança jurídica”.

Na fila de interesses de Motta estão outros temas: o fim da escala 6×1 e a instalação do grupo de trabalho para discutir a tarifa zero do transporte público. Antes, a Câmara dos Deputados ainda deve aprovar o Marco Legal do Transporte Público.

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