Moraes vota para manter decisão que negou prisão domiciliar a Bolsonaro

Moraes vota para manter decisão que negou prisão domiciliar a Bolsonaro

Resumo
O ministro do STF Alexandre de Moraes votou para manter a própria decisão que negou prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O que aconteceu
Primeira Turma do STF começou a analisar hoje a decisão de Moraes. Como relator do caso, o ministro foi o primeiro a votar. O julgamento começou às 8h.
Sessão foi marcada pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino. Os ministros, em plenário virtual, poderão depositar seus votos até as 23h59 desta quinta. O colegiado é composto por Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dino e Moraes.
Julgamento foi marcado a pedido de Moraes. Relator da ação penal sobre a tentativa de golpe, pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, o ministro solicitou a sessão para submeter aos demais colegas a decisão de manter o ex-presidente preso na Papudinha, em Brasilia.
Em decisão na segunda-feira, Moraes disse que “intensa atividade política” de Bolsonaro mostra condições para cumprir pena na Papudinha. O ministro sustentou que Bolsonaro “tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”.
Moraes acolheu parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) que se opôs à concessão de prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro. Em sua manifestação, o chefe do Ministério Público Federal, procurador Paulo Gonet, afirmou que a medida deve ser concedida “apenas nos casos em que o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia” – o que, segundo o procurador-geral, “não se verifica”.
Pedido de domiciliar foi feito pela defesa do ex-presidente. Um dos argumentos dos advogados é que a Papudinha não tem estrutura adequada para atender às necessidades do ex-presidente, o que foi rebatido por Moraes.
Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos entre 15 de janeiro e 22 de fevereiro, período de 39 dias, média de quase quatro por dia. Os dados constam de relatório da direção do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha.
Perícia reconhece que Bolsonaro é portador de múltiplas doenças crônicas. Entre elas: hipertensão, apneia grave do sono, obesidade, aterosclerose e refluxo gastroesofágico.
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📰 Fonte: UOL Notícias
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Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 05/03/2026 às 08:15















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