Ciência

Porto Alegre registra maior índice de assédio entre capitais e menor percepção de desigualdade doméstica, aponta pesquisa

Porto Alegre registra maior índice de assédio entre capitais e menor percepção de desigualdade doméstica, aponta pesquisa

📅 05/03/2026 08:14
📰 Fonte: Geral – g1.globo.com

A “Pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres 2026”, lançada nesta quinta-feira (5), revela um contraste na rotina das porto-alegrenses: enquanto a capital aparece entre as que menos reconhecem desigualdade na divisão das tarefas domésticas, é justamente nela que o maior percentual de mulheres relata ter enfrentado algum tipo de assédio.

🔎 A pesquisa, realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis e a Ipsos-Ipec, tem como principal objetivo mapear como mulheres e homens de dez capitais brasileiras percebem questões ligadas à desigualdade de gênero, abordando desde a divisão das tarefas domésticas até episódios de assédio e violência. O trabalho entrevistou 3,5 mil pessoas de forma online entre 1º e 27 de dezembro de 2025.

Os dados, coletados entre dezembro de 2025 com moradoras conectadas à internet, mostram que 82% das mulheres de Porto Alegre afirmam ter sido vítimas de assédio em pelo menos um dos seis ambientes analisados. Este é o maior patamar entre as dez capitais pesquisadas, acima, inclusive, da média nacional (71%). Confira a tabela abaixo.

Entre os locais onde o assédio mais acontece em Porto Alegre, os espaços públicos se destacam.

  1. Ruas, praças e parques concentram 66% das ocorrências relatadas pelas porto-alegrenses, um aumento em relação à edição anterior do estudo;
  2. O transporte público aparece logo na sequência, sendo citado por 59% das mulheres da capital;
  3. Também cresceu a proporção de assédio em bares e casas noturnas, que chega a 49% das mulheres, segundo os dados mais recentes.
  1. Ruas, praças e parques concentram 66% das ocorrências relatadas pelas porto-alegrenses, um aumento em relação à edição anterior do estudo;
  2. O transporte público aparece logo na sequência, sendo citado por 59% das mulheres da capital;
  3. Também cresceu a proporção de assédio em bares e casas noturnas, que chega a 49% das mulheres, segundo os dados mais recentes.

O cenário de violência fora de casa parece menos evidente dentro do lar aos olhos dos moradores da cidade. Apenas 34% dos entrevistados dizem que as mulheres acabam realizando a maior parte das tarefas do dia a dia, como limpeza, preparo de refeições e organização da casa.

O percentual é o menor entre as capitais incluídas no levantamento. Confira a tabela abaixo.

Mesmo assim, a pesquisa mostra que a percepção continua dividida entre os gêneros: as mulheres tendem a reconhecer maior sobrecarga feminina, enquanto os homens apontam mais equilíbrio.

Medidas prioritárias para enfrentar violência contra mulheres

Medidas prioritárias para enfrentar violência contra mulheres

Quando perguntados sobre quais ações devem ser priorizadas no combate à violência doméstica e familiar, moradores de Porto Alegre colocam como principal medida o endurecimento das penas para agressores, com 60% das menções.

  • Ampliação dos serviços de proteção às mulheres em todas as regiões da cidade (47%);
  • Agilidade na investigação das denúncias (37%).
  • Ampliação dos serviços de proteção às mulheres em todas as regiões da cidade (47%);
  • Agilidade na investigação das denúncias (37%).

Usina do Gasômetro, vista de cima, em Porto Alegre — Foto: Marcelo Viola/PMPA

📌 Fonte original: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/03/05…

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