Reserva de petróleo bilionária afasta China de caos comercial por bloqueio do Estreito de Hormuz
Reserva de petróleo bilionária afasta China de caos comercial por bloqueio do Estreito de Hormuz
📰 Fonte: Geral – rss.uol.com.br
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
-
-
Salvar artigos
Recurso exclusivo para assinantes
assine
ou
faça login
-
assine
ou
faça login
O fechamento do Estreito de Hormuz pela Guarda Revolucionária do Irã nesta semana foi visto como uma ação articulada para gerar pressão política e econômica nos países que dependem do trecho para suas trocas comerciais, em especial o petróleo. Nisso, a China, principal destino dos petroleiros que passam por lá, seria a mais afetada –se não fossem suas reservas estratégicas e a capacidade de recorrer a fontes alternativas.
O tamanho das reservas estratégicas chinesas é segredo de Estado. Estimativas de consultorias e pesquisadores, porém, apontam que o país tem armazenado quantidade suficiente para se manter por meses, garantindo sua matriz energética caso o fechamento do trecho não se prolongue.
As estimativas mais conservadoras situam a cifra entre 1,1 e 1,3 bilhão de barris. Um estudo de Michal Meidan, chefe do programa de pesquisa em energia chinesa do Instituto de Estudos de Energia da Universidade de Oxford, indica que esse volume seria suficiente para abastecer o país por entre 110 e 140 dias caso ele parasse completamente de importar petróleo bruto.
Em um cenário de interrupção total apenas do fluxo proveniente do Oriente Médio, que corresponde a cerca de 50% do total importado pela China, o país teria algo em torno do dobro desse prazo para se sustentar. E ainda poderia recorrer a fontes alternativas.
À Folha a pesquisadora afirma que o fechamento de Hormuz representa risco para todas as refinarias chinesas, mas que os estoques podem ser consumidos como substituição.
“Compradores chineses também podem buscar petróleo em outros países, incluindo o Brasil, porém a um custo maior, já que o preço do petróleo e o frete marítimo estão subindo”, diz.
O problema maior seria com o gás natural liquefeito (GNL), do qual 27% das importações chinesas vêm do Qatar, também afetado pelo conflito. “O GNL é mais difícil de substituir, e a perda dos fluxos implica redução de demanda e maior dependência de gasodutos. Mas, no caso do GNL, considerando também o impacto sobre a Europa, a oferta ficará apertada.”
Como outros países, a China mantém estoques estratégicos para sua segurança energética, protegendo-se de disrupções de oferta, instabilidade de preços, volatilidade cambial e tensões geopolíticas —como o próprio fechamento do estreito e os desdobramento da guerra comercial com os Estados Unidos.
O armazenamento também ajuda a amortecer o custo de interrupções e o encarecimento do frete, além de mudanças decorrentes de sanções.
Uma alteração na lei de energia chinesa em 2025 incorporou ainda o aumento da estocagem ao arcabouço legal, posicionando o estoque não apenas como uma decisão estatal, mas como um arranjo setorial. O movimento impulsionou o armazenamento e transferiu a responsabilidade e o custo para as empresas estatais e privadas.
Segundo Philip Andrews-Speed, pesquisador sênior no Instituto de Energia da Universidade de Oxford, os estoques de companhias privadas muitas vezes não são contabilizados por estudos ou consultorias, o que pode fazer com que a quantidade armazenada na China seja superior ao estimado.
“A China não tem razão para pânico”, diz. “As empresas podem utilizar seus estoques comerciais e reduzir o ritmo de processamento nas refinarias.”
Além das reservas, a Rússia —maior fornecedora fora do Oriente Médio— será outra alternativa à disposição de Pequim. Apesar das sanções impostas ao país em decorrência da Guerra da Ucrânia, a China segue como seu principal parceiro comercial e continua comprando petróleo bruto russo, entre outros produtos.
Andrews-Speed afirma que contornar as sanções e manter as compras do vizinho trouxe benefícios comerciais a Pequim. Por isso, “as linhas de suprimento provenientes da Rússia, tanto por oleodutos quanto por via marítima, aumentam a resiliência da China”.
“O restante das importações chinesas vem da África Ocidental e das Américas, especialmente da região atlântica. Os preços desse petróleo devem subir à medida que a competição por suprimentos se intensificar”, declara.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
-
-
Salvar artigos
Recurso exclusivo para assinantes
assine
ou
faça login
-
assine
ou
faça login
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha?
Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui).
Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia.
A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
- https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/reserva-de-petroleo-bilionaria-afasta-china-de-caos-comercial-por-bloqueio-do-estreito-de-hormuz.shtml
📌 Fonte original: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/03/reserva-de-pet…
🤖 Itaquera News v8.1 – Publicação automática