Sobe no telhado sinalização do Supremo contra penduricalhos

Sobe no telhado sinalização do Supremo contra penduricalhos
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Na véspera do julgamento da liminar de Flávio Dino que suspendeu o pagamento de penduricalhos, os chefes do Supremo e do Congresso costuraram um acordo que faz subir no telhado a pretensão de extirpar nos Três Poderes o flagelo dos supersalários. Decidiu-se constituir um grupo de trabalho para formular uma “regra de transição”, que valerá até que o Congresso aprove uma nova lei.
No momento em que um grupo se organiza —pode ser de um partido político, de uma Igreja ou de servidores do Estado— as intenções são sempre maravilhosas. À medida que o trabalho avança, o grupo tende a defender prioritariamente os próprios interesses, dando de ombros para os bons propósitos que motivaram a sua criação.
Quer dizer: Diante da perspectiva de reduzir todas as remunerações no serviço público ao limite do teto constitucional de R$ 46 mil, os poderosos de Brasília flertam com a ideia de formalizar privilégios que elevam o pé direito da folha para uma casta de juízes, promotores, procuradores, advogados e defensores públicos, servidores do TCU, do Legislativo e do Executivo.
Considerando-se a tradição brasileira, a coisa pode funcionar mais ou menos como uma farra que foge ao controle. Embriagados com os próprios penduricalhos, os participantes da festa atiram as taças contra a parede. Depois, ficam irritados porque não há mais copos disponíveis. E passam a atirar o anfitrião contra a parede.
No caso dos supersalários, o anfitrião é o contribuinte. Os copos são fornecidos pelo Tesouro Nacional. Convém acompanhar com lupa os movimentos do grupo de trabalho, pois quando a festa desanda a conta termina no bolso da sociedade brasileira.
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📰 Fonte: UOL Notícias
🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2026/02/…
Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 24/02/2026 às 18:00

















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