
Supremo bate na PF, mas não fecharia caso Marielle sem ela
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Flávio Dino vive nesta terça-feira uma experiência paradoxal. Como ministro da Justiça de Lula, federalizou a investigação do assassinato de Marielle Franco. Com a toga sobre os ombros, preside o encerramento do caso na Primeira Turma do Supremo.
Numa sessão secreta realizada há 12 dias, Dino chamou de “lixo jurídico” o relatório em que a PF expôs os negócios padrão máster de Dias Toffoli. Agora, conduz em sessão aberta um julgamento que não existiria não fosse o trabalho da mesma PF.
Poderosas figuras travaram as investigações no Rio de Janeiro por cinco anos. A coisa só andou quando a PF entrou no caso. Oito anos depois dos 13 disparos que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes, o caso está na bica de ser, finalmente, encerrado.
O crime é 100% estatal. Na execução, estavam dois ex-policiais militares, já condenados. Como planejadores e patrocinadores, irão a julgamento no Supremo um ex-deputado federal, um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e um ex-chefe da polícia civil.
Além de Dino, outras duas togas da Primeira Turma torpedearam a PF no escurinho. Para Alexandre de Moraes, relator do caso Marielle, o relatório sobre Toffoli resultou de uma “investigação ilegal”. Na opinião de Cristiano Zanin, “é tudo nulo”.
A Polícia Federal não é a oitava maravilha. Mas continua sendo o melhor aparato de que o Estado brasileiro dispõe para combater organizações criminosas. Os ministros renderiam homenagens ao óbvio se reconhecessem que uma corporação não pode ser ótima para investigar complôs golpistas e assassinatos intrincados e péssima para apontar togas suspeitas.
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📰 Fonte: UOL Notícias
🔗 Link original: https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2026/02/…
Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 24/02/2026 às 09:30



















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