Trump revelou-se um aliado da onça para monarquias do Golfo

Trump revelou-se um aliado da onça para monarquias do Golfo

Resumo
No quarto dia do conflito, a guerra no Irã consolidou-se como um conflito regional. Se pudesse, a República Islâmica bombardearia Washington. Como não dispõe de mísseis balísticos intercontinentais, o regime dos aiatolás usa seus drones e mísseis de curto alcance para retaliar Israel e atacar aliados dos Estados Unidos na vizinhança. As incursões inflamam a conjuntura.
As monarquias do Golfo Pérsico descobriram em Trump um aliado da onça. Sob holofotes, esbanja amizade. Longe dos refletores tramou com Israel uma guerra que coloca os mísseis do Irã no colo dos aliados da Casa Branca na região.
Já foram bombardeados, por exemplo, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes. Bahrein, Kuwait e até o sultanato de Omã, que mediava negociações entre Washington e Teerã até a véspera do início da guerra.
O Irã alega que não se considera em guerra contra os vizinhos. Estaria apenas mirando instalações americanas. De fato, atinge estruturas militares e diplomáticas norte-americanas. Mas também destrói parte da infraestrutura civil local.
Espalhando a guerra, o Irã eleva o custo político de Trump e Netanyahu, supondo que os monarcas aliados dos americanos farão coro pela interrupção dos ataques. De resto, ao bloquear i trânsito de navios no Estreito de Ormuz, o regime dos aiatolás como que convida o resto do mundo a aderir ao coral pelo interrupção da guerra.
Trump foi eleito prometendo colocar “os Estados Unidos em primeiro lugar”. Jurou que não começaria novas guerras. No conflito contra o Irã, colocou a vaidade em primeiro lugar e Israel em segundo. O interesse americano está na rabeira da fila. Num prenúncio do que está por vir, seis em cada dez compatriotas desaprovam o belicismo de Trump.
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📰 Fonte: UOL Notícias
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Publicado automaticamente pelo Sistema Itaquera News em 03/03/2026 às 17:57
















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